Morreu Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010

Novo JornalPublicado 05/12/2016 9:08:00

Ferreira Gullar, brasileiro, poeta, escritor de memórias e... Prémio Camões em 2010, autor de inúmeras obras como "Um pouco acima do chão", de 1949, ou "Poema sujo", de 1976, morreu ontem no Rio de Janeiro aos 86 anos, de insuficiência respiratória.

A imprensa brasileira anunciou ao mundo a morte de um dos maiores nomes da poesia em língua portuguesa citando fonte familiares.

Gullar, que em 2014 entrou em grande na Academia Brasileira, nasceu em São Luís do Maranhão, e esteve quase a atravessar-se no caminho do Prémio Nobel da Literatura em 2002, por proposta de um grupo alargado de professores universitários de vários continentes.

O autor de "Dentro da noite veloz", 1975 é um dos nomes mais marcantes da poesia moderna brasileira, que absorveu pela primeira vez aos 19 anos, chegando a ser considerado mesmo um radical, e deve o seu apego a esta expressão poética a nomes como Carlos Drummond de Andrade ou Manuel Bandeira.

Mas, para os mais familiarizados com a poesia brasileira, foi um dos primeiros a experimentar a poesia concreta mas abandou este "barco" e criou o neoconcretismo.

Gullar esteve profundamente envolvido na luta contra a ditadura, entrando para o Partido Comunista Brasileiro, sendo obrigado a fugir clandestinamente do país e viveu em países como o Chile ou em Moscovo (União Soviética), regressando apenas em finais dos anos de 1970.

"Poema Sujo", um poema com mais de cem página, escrito na Argentina, é considerado a sua mais conseguida obra.

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