ONU: António Guterres vai envolver-se pessoalmente na resolução de conflitos no mundo

LusaPublicado 12/12/2016 18:47:00

O novo secretário-geral da ONU, António Guterres, identificou hoje como as "três prioridades estratégicas" do seu mandato o trabalho pela paz, o apoio ao desenvolvimento sustentável e a gestão interna da organização.

"Quero sublinhar três prioridades estratégicas: o nosso trabalho pela paz, o nosso apoio ao desenvolvimento sustentável e a nossa gestão interna", no seu primeiro discurso como secretário-geral da organização, após ter prestado juramento sobre a Carta das Nações Unidas, perante a assembleia-geral da organização.

Para António Guterres, "as mulheres e homens a trabalhar nas operações de paz das Nações Unidas dão uma contribuição heroica, arriscando as próprias vidas, mas são-lhes frequentemente atribuídas tarefas de manutenção de paz onde não há paz para manter".

"Uma maior clareza conceptual e uma compreensão partilhada do objetivo da manutenção de paz devem apontar o caminho para reformas urgentes. Devemos criar um contínuo de paz, desde à prevenção e resolução de conflitos à manutenção de paz, construção de paz e desenvolvimento", disse o novo responsável da ONU, que iniciará o mandato de cinco anos no dia 01 de Janeiro de 2017.

António Guterres, declarou-se igualmente preparado para se envolver pessoalmente na resolução de conflitos, destacando a necessidade de "fazer mais" nesse sentido, mas acentuou a importância de apostar na prevenção.

"Estou preparado para me envolver pessoalmente na resolução de conflitos onde isso trouxer um valor acrescentado, reconhecendo o papel de liderança dos Estados-membros", declarou António Guterres, num discurso após ter prestado juramento sobre a Carta das Nações Unidas, perante a assembleia-geral da ONU.

"A prevenção é o que os fundadores das Nações Unidas nos pediram para fazer. É a melhor forma de salvar vidas e de reduzir o sofrimento humano. Onde a prevenção falha, devemos fazer mais para resolver conflitos", considerou.

Na resposta a "crises graves" como as da Síria, Iémen e Sudão do Sul ou a "disputas longas" como o conflito israelo-palestiniano, são necessárias "mediação, arbitragem e diplomacia criativa".

Na sua intervenção, Guterres falou em inglês, francês e espanhol.

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