Presidente namibiano: desenvolvimento do país só é possível eliminando o racismo e o tribalismo

Novo JornalPublicado 05/01/2017 11:17:00

A Namíbia, um dos países mais afectados pela quebra da produção agrícola devido à prolongada seca dos últimos anos na África Austral, lançou um programa de apoio aos agricultores de subsistência nas regiões mais fragilizadas. Mas o Presidente namibiano aproveitou a ocasião para deixar um recado: O desenvolvimento económico e a erradicação da pobreza só terá sucesso se se debelarem os problemas do "tribalismo, do racismo e do regionalismo".

O Presidente da Namíbia defende que o seu país só poderá alcançar o desenvolvimento pretendido e a erradicação da pobreza se conseguir acabar com "a corrupção no Governo, o regionalismo, o tribalismo e o racismo".

Num discurso proferido ontem em Ogongo, na região de Omusati, no lançamento de um programa de incentivo ao trabalho, Hage Geingob disse não ter dúvidas de que o "tribalismo, o racismo e o regionalismo" são obstáculos ao desenvolvimento económico e à erradicação da pobreza se não forem "definitivamente ultrapassados".

Esta advertência do Presidente namibiano surgiu quando a administração provincial de Omusati lançou a operação Tulongeni, que significa "vamos trabalhar", cujo objectivo principal, contando para isso com o apoio do Ministério da Agricultura, é o aumento da produção agrícola.

E Geingob aproveitou a ocasião para deixar um aviso à navegação: ""Sem trabalho, não teremos o que comer!".

Para isso, o Governo de Windhoek vai, assegurou Hage Geingob, garantir o fornecimento de sementes e fertilizantes no quadro de um programa elaborado para os agricultores de subsistência, que é um dos meios definidos como prioritários pelo Governo namibiano para "erradicar a pobreza" de forma sustentável.

Neste programa está ainda incluída a atribuição de tractores e alfaias agrícolas às diversas regiões, começando já com a entrega de 20 máquinas a produtores de Omusati.

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