A humanidade está mais próxima de provar a existência de vida extraterrestre

Novo JornalPublicado 05/01/2017 12:05:00

É um dos mistérios mais antigos da humanidade: há ou não vida extraterrestre? Agora, por causa de umas estranhas ondas de rádio emitidas a partir de uma distante galáxia, cresce a ideia de que sim. Mas as Fast Radio Burst (FRB), como explica a última edição da New Scientist, estão longe de clarificar este mistério. Podem ser apenas ondas geradas pela formação de um buraco negro.

Pela primeira vez foi possível aos astrónomos definir com clareza a localização da origem de umas misteriosas ondas de rádio que desde 2007 geram enorme expectativa entre a comunidade científica e os mais apaixonados pela procura de vida extraterrestre.

Denominadas 121102, estas Fast Radio Burst estão a ser emitidas a partir de uma galáxia anã situada a 2,5 milhões de anos-luz do planeta Terra e, não sendo as únicas ondas deste tipo, o que distingue as 121102 é que estão a ser recebidas segundo um padrão de repetição, ao longo de vários anos, que está a aguçar ainda mais a curiosidade sobre a sua origem, aumentando a esperança de que estejam a ser emitidas por vida inteligente das profundezas do espaço e não em resultado de fenómenos naturais como a formação de buracos negros, cuja existência se deve, dito de forma simples, da implosão de estrelas.

Como a New Scientist explica, os astrónomos estão, há anos, a recorrer a dezenas de telescópios, utilizados em rede, na Europa, a Very Long Baseline Interferometry (VLBI), com 21 rádio telescópios, ou os 27 rádio telescópios que formam o sistema Very Large Array (VLA), para definir uma imagem real da origem destas emissões, especialmente as FRB 21102, mas não só.

Para já, não há ainda certezas sobre a origem, e mesmo a localização exacta não são favas contadas, mas a humanidade pode estar agora mais próxima de provar, através destas estranhas emissões de rádio, que não está sozinha no universo...

Só que, como disse à BBC, Shami Chatterjee, citada também pelo DN, são mais as teorias que as ondas.

"Não estou a exagerar quando digo que há mais teorias sobre o que isto poderia ser do que ondas registadas", disse à BBC, Shami Chatterjee, da Universidade Cornell, Estados Unidos, e um dos autores do estudo sobre as FRB 121102.

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