Começou hoje o julgamento dos 12 presumíveis homicidas de quatro chineses

Novo JornalPublicado 09/01/2017 19:22:00

Os 12 presumíveis autores do assassinato de quatro cidadãos de nacionalidade chinesa, no ano passado, no município de Belas, comuna do Benfica, começaram a ser julgados hoje no Tribunal Provincial de Luanda (TPL).

Os réus são acusados de crimes de homicídios, roubo qualificado, burla, posse ilegal de arma de fogo e crime de associação de malfeitores, de acordo com a instância judicial do TPL.

O crime ocorreu no município de Belas quando as vítimas, segundo a Angop, terão sido atraídas por Nataniel Mingas, de 30 anos, considerado o mandante do crime, para a compra de uma parcela de terra de 2,4 hectares, localizado na zona verde, comuna do Benfica, supostamente pertencente ao seu pai, or 120 milhões de kwanzas.

Na altura, Nataniel Mingas, em declarações à imprensa, explicou que não existia terreno algum e que os chineses já haviam pago 37 milhões de kwanzas correspondente a 10 por cento do valor inicial.

"Nós havíamos combinado 10 dias para a entrega do terreno e eles (vítimas) estavam a pressionar muito", sublinhou.

Devido à pressão, Nataniel Mingas combinou com um outro cidadão para se fazer passar por seu pai, alegadamente proprietário do terreno, depois de receber a quantia de 300 mil kwanzas, tendo este aconselhado a eliminar os chineses.

Entretanto, para cometer o crime, que aconteceu no início do mês de Março, contrataram, posteriormente, outros sete elementos, alegadamente pertencentes à brigada de comandos das Forças Armadas Angolanas, no sentido de executarem os chineses e fazer desaparecer os corpos, tendo recebido cada um deles cerca de 240 mil kwanzas.

Depois do combinado com os executores, Nataniel Mingas ligou para os chineses que fossem ao local onde foram assassinados.

"Liguei para os chineses para que fossem ao meu encontro para tomar posse do terreno e daí os homens entraram em acção e espancaram até à morte as vítimas com paus e ferros, atirando-os num tanque de água vazio localizado num terreno abandonado", contou.

Acrescentou que, como uma das vítimas encontrava-se ainda com vida, entenderam deitar gasolina no interior do tanque e atear fogo.

Nataniel Mingas ordenou, igualmente, que os executores levassem a viatura utilizada pelas vítimas que foi posteriormente comercializada por um milhão e 300 mil kwanzas na província de Benguela.

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