Companhia canadiana GIR avança em força para a exploração de diamantes em Angola

Novo JornalPublicado 10/01/2017 11:10:00

A Lunda Sul foi o território escolhido pela canadiana Gem International Resources para tentar chegar ao patamar dos gigantes da indústria diamantífera mundial. Para isso, aposta nos 3 000 km"s quadrados da concessão Dala. E num dos mais experientes homens do "garimpo" de larga escala em África, Denis Hayes.

A Gem International Resources, multinacional que tem como objectivo global detectar e valorizar áreas de grande potencial extractivo no sector dos diamantes, acaba de anunciar que dispõe de uma concessão importante em Angola, na Lunda Sul, com 3 000 quilómetros quadrados, onde junta a exploração aluvial e em kimberlitos.

Na informação divulgada pela companhia, é referido que esta área de exploração, denominada Dala, é de grande potencial extractivo, condição de base para que a GI Resources faça os seus investimentos, dando aos accionistas garantias de rentabilidade assegurada.

Um dos elementos enfatizados pela companhia é que a área de exploração é atravessada por dois dos mais importantes rios angolanos no universo da exploração diamantífera: o Tchicapa e o Luachimo.

A GI Resources informa ainda que Dala, com 3 000 km"s quadrados, é a maior concessão permitida pelo código mineiro angolano e contempla uma exposição superior a 100 km"s dos dois referidos rios de grande potencial diamantífero.

Uma das garantias que a Gem dá aos seus investidores é que a área em questão já revelou o seu potencial com a extracção de diamantes valiosos a partir do trabalho de pequenos garimpeiros, o que permite avançar com a certeza de que as pedras de elevado valor estão ali.

A empresa admite que a questão que tem actualmente em cima da mesa é: Por onde começar a exploração.

Os dados existentes, recolhidos através de estudos aéreos e testes de perfuração realizados ao longo da concessão de 3 000 km"s quadrados, permitiram identificar 29 locais de exploração e foram identificados quatro emergências de kimberlitos no solo.

Apesar destes indicadores, a GIR justifica a ausência de exploração até ao momento porque os trabalhos exploratórios foram concluídos em 2009, coincidindo com o começo da crise económica global.

A GIR avançou igualmente que tem a trabalhar no terreno um dos homens mais experientes na exploração diamantífera em África, Denis Hayes, o CEO, e Lee Barker, sendo este último o líder operacional dos trabalhos no terreno.

Hayes, citado pelo site Proactive Investors, referiu mesmo que Angola é o "verdadeiro país elefante africano" no que toca à extracção e exploração diamantífera.

Do plano de exploração da concessão Dala, segundo a mesma fonte, é avançar no curto prazo para a exploração e recolher dividendos de imediato para investir depois na exploração mineira de longo prazo.

O objectivo final é atingir uma exploração de grande rendimento para que a companhia deixe o patamar dos operadores de pequena escala para passar ao patamar dos gigantes da indústria mineira dos diamantes, contando para isso com a experiência de Denis Hayes, que, assegura o site, já o fez noutras circunstâncias e pretende repetir agora com a companhia canadiana GIR.

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