Sonangol convidada a retomar operação em campos petrolíferos iraquianos após derrota de jihadistas

Novo JornalPublicado 10/01/2017 17:09:00

O ministro iraquiano do Petróleo, Jabbar al-Luaibi, quer ver a Sonangol a retomar a actividade nos dois poços que abandonou em Fevereiro de 2014 devido ao conflito que o país atravessava então, depois de garantir que o grupo jihadista daesh, ou estado islâmico, deixou a área onde estão localizados.

Esta informação foi hoje divulgada pela imprensa internacional, lembrando o Mail Online que as forças iraquianas recapturaram os campos, onde a Sonangol detém direitos desde 2009, de Qayyarah e Najmah, na província iraquiana de Nineveh, próximo de Mossul.

A Sonangol deixou estes campos quando, em 2014, viu a segurança do seu pessoal e das instalações em causa devido ao conflito armado que estava em curso e que culminou com a expulsão das forças iraquianas da região, deixando os campos à mercê dos rebeldes.

Apesar de os dois campos terem sido libertados há cerca de um ano, o convite à Sonangol para regressar aos "seus" poços só ocorreu agora porque estavam ambos a arder há largos meses por acção dos combatentes jihadistas.

Para recuperar estes campos foi construído um pipeline de água que permitiu extinguir as chamas e criar condições para que a companhia petrolífera estatal, que foi muito criticada aquando da aquisição de direitos de exploração, regresse agora ao seu investimento.

A declaração onde o governante iraquiano faz o convite à Sonangol surgiu depois de um encontro com o administrador executivo da companhia angolana Edson dos Santos. Não se sabe ainda se a resposta será positiva e em que moldes.

Recorde-se que, quando, em 2009, a Sonangol adquiriu os direitos a explorer os poços de Qayara e Najmah, a província de Nineveh já estava sob forte pressão dos jihadistas e foi, por isso, criticada a decisão de investir quando o risco parecia evidente.

Na altura, Anabela Fonseca, responsável pelas relações internacionais da Sonangol, citada pela Reuters, admitiu que a decisão de sair destes poços deveu-se ao facto de a violência que afectava a região ter impedido quaisquer trabalhos, o que estava a resultar em enormes investimentos para nulos resultados porque os campos não podiam ser desenvolvidos.

Estes dois campos apresentavam reservas estimadas 1,7 mil milhões de barris, 800 milhões para Qayara e 900 million para Najmah, com a petrolífera angolana a deter 75 por cento do capital.

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