Informação melindrosa terá deixado Donald Trump nas mãos do Kremlin - avança a CNN

Novo JornalPublicado 11/01/2017 10:03:00

O Presidente eleito dos EUA estão sob domínio do Kremlin porque Vladimir Putin, o Presidente russo, tem na sua posse informação comprometedora para Donald Trump. Parece um enredo de filme de espionagem dos anos de 1980... mas não é. É a CNN que diz que foram os serviços secretos norte-americanos e britânicos que fizeram chegar ao ainda Presidente Barack Obama a melindrosa situação para o seu sucessor.

Depois de meses de suspeição sobre a alegada intervenção de Moscovo nas eleições norte-americanas onde Donald Trump foi eleito, a CNN, um dos principais canais de TV de notícias mundiais, vem agora dizer que o Kremlin está na posse de documentação comprometedora para o Presidente eleito dos EUA.

Embora a CNN não avance o teor dessa presumível informação comprometedora para Donald Trump que Vladimir Putin terá na mão, o sucessor de Barack Obama já reagiu afirmando que está a ser alvo de "uma caça às bruxas política" e que se trata de "notícias falsas".

Segundo a CNN, sendo o tema retomado pela generalidade dos media mundiais, foram os serviços secretos norte-americanos que, em informação sintetizada em duas páginas, fizeram chegar ao ainda Presidente Obama este alegado facto que pode, de acordo com vários analistas, comprometer seriamente as relações, se se vier a confirmar, entre Moscovo e Washington.

Esta questão assume especial relevo porquanto as duas maiores potenciais militares do mundo, com capacidade nuclear mútua para destruir várias vezes toda a humanidade, estão há vários meses num crescendo de troca de acusações, sendo o último episódio de sublinhar a expulsão de diversos diplomatas russos pelos EUA, acção a que Putin respondeu afirmando que se tratava de um gesto perigoso mas ao qual não iria responder da mesma moeda.

Ora, foi imediatamente a seguir a esta situação que os media norte-americanos vieram a terreiro mostrar mais um patamar nesta escalada da tensão entre as duas potencias, com a alegada posse dos russos de informação que poderá tolher a acção do novo inquilino da Casa Branca, o que é o mesmo que dizer que os EUA podem estar a perder capacidade de dissuasão diplomática e política face ao seu histórico "inimigo".

O alegado material escaldante para o "link" Washington-Moscovo foi entregue a Obama e a Trump em duas páginas num encontro que envolveu todos os chefes dos principais serviços de informações, da CIA à NSA, com o FBI pelo meio, sendo ainda de realçar que, conta a CNN, foi a secreta britânica MI6 que fez chegar parte do conteúdo destas meras duas páginas à sua congénere norte-americana.

O melhor que os media norte-americanos conseguiram saber sobre o conteúdo destas páginas é que se trata alegadamente de informação de teor pessoal e financeiro, onde se presume que Donald Trump sairá fragilizado...

E isso significa que terá de ser algo pior do que aquilo que a sua adversária eleitoral, Hillary Clinton disse na campanha para as eleições de 08 de Novembro, nomeadamente os milhões de dólares que deixou de pagar ao fisco.

A rede social Twitter foi o meio escolhido por Trump para responder a esta situação, afirmando que se trata de notícias falsas, sem qualquer fundamento e de uma "caça às bruxas políticas".

Poesia e sensualidade e... o genro

Com a tomada de posse já a 20 deste mês, o que Donald Trump menos precisaria era destas suspeitas, mesmo que não tenha feito outra coisa desde que se lançou na corrida à Casa Branca... sobre os seus adversários. Mas não parece ter grandes problemas e promete ate" "poesia e sensualidade" na cerimónia.

Os organizadores garantem mesmo que todo o "enredo" da cerimónia viverá de uma "suave sensualidade" com "toques de poesia" no lugar da formalidade usual, porque "a maior celebridade do mundo", que dizem ser Trump, não precisa de formalidade excessiva e de outras caras ilustres para darem conteúdo ao momento.

Ficará assim por saber onde colocará o protocolo o rosto da mais recente polémica a envolver Trump... a do seu genro, Jared Kushner, um magnata, tal como o sogro, do imobiliário e marido da filha, Ivanka Trump, que foi nomeado para conselheiro principal do presidente, sob furiosos protestos dos democratas, que o acusam de promiscuidade entre negócios e política.

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