Problemas técnicos e dificuldades financeiras deixaram o projecto "angolaonline" parcialmente "off" (NOTÍCIA CORRIGIDA)

Novo JornalPublicado 24/01/2017 9:29:00

Alguns dos principais pontos de acesso livre à internet criados em 2014 e 2015 na cidade de Luanda, no âmbito do projecto "angolaonline", estão fora de serviço, por problemas técnicos e os constrangimentos financeiros do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI) estão a atrasar a reposição do funcionamento normal destes "spots".

Foto: Alexandre Lourenço

O projecto "angolaonline" foi lançado pelo Centro Nacional das Tecnologias de Informação (CNTI), entretanto extinto para dar lugar ao INFOSI, e aprovado pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologia de Informação (MTTI), e tem como objectivo criar pontos de acesso público e gratuitos à internet para facilitar o acesso à sociedade de informação.

Apesar de ter arrancado com bons resultados em pelo menos alguns dos locais, como o Largo 1º de Maio, ou na Sagrada Família, bem como em Viana, na Casa da Juventude, pelo menos 30 por cento destes "spots" estão fora de serviço.

Num contacto com o Novo Jornal online, Manuel Homem, director-geral do INFOSI, explicou que estas falhas no serviço têm origem em "problemas técnicos" aos quais o instituto procura dar solução célere, mas, admitiu, "alguns constrangimentos financeiros estão a impedir uma mais rápida reposição da normalidade".

Alguns dos locais que estão "offline" são dos mais centrais na cidade de Luanda e, por isso, dos mais procurados pelos utilizadores, como sejam o Largo 1º de Maio, a Sagrada Família, o Largo da Família ou ainda a Casa da Juventude de Viana.

Sendo já uma realidade normal em muitos países africanos, este serviço surpreendeu positivamente muitos dos cidadãos que a ele começaram a recorrer, porque, como sublinhou um dos seus utilizadores, João Pedro, funcionário de uma empresa de segurança na Sagrada Família, "o projecto era um sinal de modernidade", mas o problema é que em Angola dá-se início aos projectos mas depois "esquecem-se de garantir a sua manutenção".

Um dos efeitos mais sentidos com o arranque deste serviço foi a diminuição dos preços de acesso à net nos "cibercafés", mas o efeito contrário, depois dos problemas que levaram à queda do sinal em alguns dos locais onde foram instalados "links" de acesso ao "angolaonline", foi igualmente sentido, como explicou Maria Francisco, estudante, que viu o preço de 30 minutos de acesso à net passar de 100 para 200 kwanzas, nos locais onde vai para, havendo mesmo locais onde uma hora chega aos 500 kwanzas para "navegar".

No entanto, como garantiu ao Novo Jornal Manuel Homem, a "maioria dos 20 locais de acesso estão a funcionar", sublinhando que aqueles onde assim não é, "o INFOSI está a procurar solução para os problemas técnicos", reafirmando que algumas das situações "ainda não estão resolvidas por dificuldades financeiras".

Alguns dos utilizadores do "angolaonline" admitem mesmo que o sinal foi apagado porque há quem não tivesse gostado da ideia de oferecer este tipo de serviço gratuitamente.

No entanto, o responsável do INFOSI desmente a existência de quaisquer pressões para desligar este serviço .

O "angolaonline" está instalado, entre outros locais, alguns deles "offline", na Faculdade de Letras, Marco Histórico do Cazenga, Largo 1º de Maio, na Igreja Sagrada Família, Casa de Juventude de Viana, Parque recreativo da Samba, Largo das escolas, Igreja São Domingos, Parque Recreativo da Fapa, Itel, Cidade Universitária, Parque do CNIC, Praça de Família e na Igreja Tocoista.

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