Kabuscorp aconselha adeptos a não viajarem para o Uíge, para evitar "dificuldades no acesso ao estádio" onde morreram 17 pessoas

Novo JornalPublicado 10/03/2017 12:18:00

A Direcção do Kabuscorp aconselha os adeptos a não viajarem para o Uíge, onde a equipa defronta amanhã, 11, o Santa Rita de Cássia. Na base da recomendação estão as "limitações do estádio 4 de Janeiro", onde morreram 17 pessoas na abertura da presente edição do Girabola.

Foto: Ampe Rogério

Segundo um comunicado hoje divulgado pela Direcção do Kabuscorp Sport Clube do Palanca, o núcleo de adeptos do Uíge vai garantir o apoio à equipa na deslocação ao terreno do Santa Rita de Cássia - em partida a contar para a 5.ª jornada do Girabola -, desaconselhando-se a deslocação dos fãs de Luanda àquela província.

O clube palanquino, que lidera o campeonato com 12 pontos, justifica a recomendação com "as limitações do estádio 4 de Janeiro", e a preocupação de evitar que os adeptos "venham a enfrentar dificuldades no acesso" ao recinto.

Apesar de a mensagem não especificar os constrangimentos que estão na base do apelo para que os apoiantes luandenses assistam ao jogo pela televisão, o repto é indissociável da morte de 17 pessoas nesse mesmo estádio.

A tragédia aconteceu a 10 de Fevereiro, quando estavam disputados os primeiros minutos do primeiro jogo da temporada no campeonato angolano de futebol, que opôs o Santa Rita de Cássia FC ao Recreativo do Libolo, com a confusão generalizada no momento de entrada.

A Federação Angolana de Futebol (FAF) concluiu entretanto que falhas no plano de segurança, no exterior do estádio, levaram ao incidente.

"O cordão de segurança da área exterior ao recinto da realização do jogo não obedeceu aos parâmetros normais e, corolariamente, não foram observadas as distâncias necessárias para garantir o acesso ao estádio, permitindo-se assim que populares com e sem bilhetes válidos para assistir ao jogo estivessem muito próximos do portão da entrada em referência", lê-se no comunicado do conselho de direcção da FAF, distribuído cerca de semana e meia depois da tragédia.

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