Obsessão de Donald Trump contra imigrantes sofre novo revés

Novo JornalPublicado 16/03/2017 10:42:00

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, voltou à carga com novo decreto para restringir a entrada no país de cidadãos de seis países de maioria muçulmana, mas sofreu novo revés por parte dos tribunais, desta feita pela mão de um juiz federal do Havai, que ordenou a sua suspensão imediata.

Esta acção do juiz federal do Havai, Derrick Watson, segundo a imprensa norte-americana, suspende o decreto de Trump dirigido aos cidadãos do Irão, Somália, Sudão, Síria, Iémen e Líbia, ficando de fora, ao contrário do primeiro decreto, de 27 de Janeiro, também ele travado por um juiz, o Iraque, devido à forte pressão interna, nomeadamente dos militares que têm neste país aliados na luta contra grupos jihadistas, como o Daesh.

A justificação apresentada pelo magistrado do Havai para suspender a ordem executiva de Donald Trump é que esta não respeita, tal como a primeira, a liberdade religiosa protegida por legislação federal, bem como, entre outros argumentos, constituir umas ameaça ao turismo no Havai e ainda apresentar risco de prejudicar alunos e instituições de ensino frequentados por alunos estrangeiros, o que viola, defende o juiz, a Constituição dos EUA.

Entretanto, Trump, numa reacção imediata à decisão do juiz Derrick Watson, que considerou "totalmente errada", garantiu que vai recorrer para o Tribunal Supremo "se isso se revelar necessário" para reverter a suspensão do seu decreto.

"Vamos até onde for preciso, até ao Tribunal Supremo se for necessário, mas vamos ganhar esta causa", disse Donald Trump.

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