Coreia do Norte não poupa esforços na provocação a Donald Trump e simula em vídeo ataque a cidade dos EUA

Novo JornalPublicado 19/04/2017 9:50:00

Não é fácil perceber se o mais recente desafio à "paciência estratégica" dos Estados Unidos da América poderá passar sem uma resposta, mas é claro que o regime da Coreia do Norte subiu vários degraus na escala da provocação ao Presidente Trump ao simular num programa de televisão um ataque com mísseis balísticos a uma cidade norte-americana, deixando-a em chamas.

A televisão norte-coreana, KCTV, divulgou a projecção de um vídeo criado para comemorar o 105º aniversário de Kim Il-Sung fundador do país e avô do actual líder, Kim Jong-Un, onde surge em imagens ficcionadas a explosão de um míssil balístico numa cidade norte-americana, provocando a sua devastação.

Esta provocação surge depois de o Vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que está a terminar um périplo asiático, incluindo a Coreia do Sul e o Japão, em plena crise na Península Coreana pela iminência de um ataque norte-americano a Pyongyang, ter afirmado que a "paciência estratégica" dos EUA para com os permanentes desafios de Kim Jong-Un estar esgotada e de o próprio Presidente Trump ter avisado que o melhor é este "não testar" a sua determinação "em resolver o problema" da Coreia do Norte.

Quando os EUA já têm a caminho, como garantiu o próprio Presidente, da região uma armada naval com submarinos nucleares, porta-aviões e navios com capacidade para disparar mísseis "Tomahawk", prontos a actuar se a Coreia do Norte aproveitasse o aniversário de Kim Il-Sung, e tendo o teste falhado de um míssil passado sem resposta, apesar das ameaças em sentido contrário, este vídeo é, claramente, uma escalada no tom desafiador.

No vídeo exibido num auditório de Pyongyang, o míssil é disparado da Coreia do Norte, atravessa o Pacífico e explode numa cidade dos EUA, emergindo das chamas e da devastação uma bandeira norte-americana a arder sobre um cemitério.

Alegadamente, o míssil do filme é um dos novos projécteis balísticos, provavelmente com capacidade para transportar uma ogiva nuclear, exibidos no gigantesco desfile militar comemorativo do aniversário do fundador do país e avô do actual líder norte-coreano.

Depois desta provocação, mais uma, os analistas aguardam a reacção de Washington, embora admitam que a forma como o primeiro-ministro japonês, a China e o Governo sul-coreano pediram ao Presidente norte-americano para evitar a deflagração de um guerra na região, permita adivinhar que Pyongyang vai ter de fazer mais para dar início às hostilidades.

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