JES admite ajustes nas listas do MPLA: "Eventual reposicionamento" deve ser visto como "questão meramente estratégica" para vencer eleições

Novo JornalPublicado 21/04/2017 12:21:00

No discurso de abertura da primeira sessão extraordinária de 2017 do Comité Central do MPLA, que decorre esta manhã, no Futungo de Belas, em Luanda, José Eduardo dos Santos avançou que poderão ocorrer mexidas na lista de candidatos a deputados da Assembleia Nacional, que a direcção do partido vai apresentar às eleições gerais de 2017.

Foto: Quintiliano dos Santos/ Foto de Arquivo

"Devemos encarar o eventual reposicionamento dos candidatos como uma questão meramente estratégica do partido, cujo objectivo fundamental é vencer as eleições gerais de 2017", adiantou o presidente do MPLA, descartando, contudo, um cenário de alterações profundas.

"Não iremos, naturalmente, proceder à alteração dos candidatos constantes da lista já aprovada pelo Comité Central (CC), mas tão-somente conferir ao Bureau Político a competência, através de uma resolução aprovada pelo CC, para que efectue eventuais ajustamentos na sua ordem de precedências, os quais podem ser ditados por factores imponderáveis como por exemplo a morte, a doença ou mesmo a desistência de uma das candidaturas", esclareceu José Eduardo dos Santos.

O líder dos "Camaradas" sublinhou ainda que o foco do pensamento e da acção do partido no poder "deve centrar-se na obtenção de uma vitória eleitoral expressiva, que garanta ao MPLA o seu projecto de sociedade, de unidade nacional e de desenvolvimento económico, político e cultural".

Segundo o também Chefe de Estado, a primeira sessão extraordinária de 2017 do CC deverá ainda "apreciar as propostas de alteração aos regulamentos de organização e funcionamento das estruturas do MPLA", documentos importantes porque "visam melhorar a vida interna do partido, conferindo maior dinâmica, flexibilidade e capacidade de acção à organização e funcionamento" dos seus órgãos, organismos e estruturas.

"O que pretendemos com esta reestruturação é garantir maior eficácia e optimização na execução das nossas tarefas partidárias e o aumento dos índices de confiança no partido por parte dos eleitores", antecipou o presidente do MPLA, reforçando que "a organização é a peça-chave para o êxito do partido, principalmente agora que nos aproximamos a passos largos das eleições gerais, que vão determinar o futuro da nação nos próximos anos".

Recorde-se que a maior surpresa nas listas do MPLA às eleições gerais de 2017 foi o facto de o nome do Presidente da República não integrar os primeiros lugares.

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