Incêndio em Portugal provoca 61 mortos (actualizada)

Novo Jornal OnlinePublicado 18/06/2017 9:20:00

Portugal vive, desde a tarde de ontem, momentos trágicos, com 61 pessoas mortas num incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, no centro do país.

Os meios portugueses vão contar já hoje com ajuda espanhola e francesa.

As chamas, que se alastraram a concelhos vizinhos, mantêm quatro frentes activas, duas delas com "extrema violência".

"Infelizmente, esta é seguramente a maior tragédia de vidas humanas de que temos conhecimento nos últimos anos em Portugal, em situação de incêndios florestais", declarou o primeiro-ministro português, António Costa.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, expressou pesar pela perda de vítimas em Pedrógão Grande e anunciou a activação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil.

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou que o incêndio teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa.

"A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues.

"Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas", tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o director nacional da PJ.

Este é um dos fogos que mais vítimas mortais provocou nos últimos anos em Portugal.

Na memória dos portugueses estão os grandes incêndios registados em 2003, de norte a sul do país, e que provocaram duas dezenas de mortos. Há mais de 50 anos, em Setembro de 1966, um fogo na serra de Sintra foi notícia em todo o mundo, devido à morte de 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF), quando tentavam combater as chamas.

Em Agosto de 2013, quando se registaram mais de 7000 incêndios, morreram nove pessoas - oito bombeiros e um civil - com 120 mil hectares de floresta ardida. Em 2012, centenas de incêndios registados provocaram seis mortos, quatro deles bombeiros.

Já no ano passado, os incêndios na Madeira provocaram três mortos e destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo português a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.

Em 1985, em Armamar, foram 14 bombeiros apanhados pelas chamas e que não resistiram, enquanto em 1986, em Águeda, o fogo provocou 13 mortos. Em Junho de 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo.

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