Isabel dos Santos solidariza-se com vítimas dos incêndios em Portugal

Novo Jornal OnlinePublicado 19/06/2017 10:21:00

A empresária e presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, recorreu à rede social Instagram para expressar a sua solidariedade para com as vítimas do incêndio que desde Sábado já fez pelo menos 62 mortos e dezenas de feridos no Centro de Portugal.

Quando as chamas ainda devastam centenas de hectares de floresta na região Centro de Portugal, nos distritos de Leiria e Coimbra, Isabel dos Santos afirmou-se "triste" com o resultado trágico deste que é um dos mais graves fogos florestais do mundo até hoje.

Sublinhando o "corajoso" trabalho dos bombeiros no combate às chamas, a filha do Presidente da República de Angola diz no Instagram que o seu pensamento está com todos os que sofrem as consequências do avanço das chamas no concelho português de Pedrógão Grande, apontando esta situação como uma "tragédia nacional" em Portugal.

Esta posição de Isabel dos Santos surgiu quando Portugal estava a receber manifestações de solidariedade com origem em todo o mundo e o apoio material no combate às chamas da União Europeia, Espanha e França. Oficialmente, do Governo angolano ainda não é conhecida qualquer reacção.

Para além de ser um dos mais graves incêndios florestais de sempre em todo o mundo, começa também a ganhar dimensão quanto à sua abrangência, estando já a consumir floresta de pinheiro e eucalipto em três distritos, Leiria, onde começou, Castelo Branco e Coimbra, para onde avançou nas últimas horas, destruindo dezenas de casas em várias aldeias situadas numa das maiores extensões florestais de Portugal e da Península Ibérica.

O dispositivo de combate a este incêndio é um dos maiores jamais vistos em Portugal, com quase dois mil bombeiros, centenas de viaturas e mais de duas dezenas de meios aéreos.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil portuguesa tornou público nas últimas horas que no distrito de Leiria estão 1250 bombeiros e em Coimbra, na mesma extensão de fogo, 700 operacionais.

O último balanço das vítimas aponta para 62 mortos e igual número de feridos, a maioria está a ser assistida nos serviços de queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Dezenas de casas destruídas e centenas de pessoas que ficaram sem abrigo, depois de terem perdido tudo o que tinham, para além do prejuízo de milhões de euros na floresta, que era o sustento principal da economia de alguns dos municípios atingidos.

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