Três jovens mortos em trocas de tiros com a polícia

Gaspar FaustinoPublicado 13/07/2017 14:27:00

Três jovens foram mortos pela Polícia Nacional (PN) em tiroteios que tiveram lugar em Luanda ao início da noite de quarta-feira, em duas circunstâncias diferentes mas à mesma hora, porque os agentes foram "obrigados a ripostar quando estavam sob fogo", informou hoje fonte policial.

Foto: Quintiliano dos Santos

O porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional (PN), inspector-chefe Mateus Rodrigues, explicou ao Novo Jornal Online que dois dos três jovens foram mortos na área da Cidade Financeira, quando, após uma "abordagem policial", reagiram empunhando armas "levando os agentes (da brigada-moto do Comando Municipal de Talatona) a ripostarem ao fogo".

"Foi na resposta aos disparos que os dois jovens moram atingidos mortalmente", adiantou o oficial da PN.

O terceiro jovem morreu igualmente na sequência de disparos da polícia, quase à mesma hora, mas no bairro do Chimbicado, depois de ter sido mandado parar ao ter sido detectado a efectuar um assalto na via pública.

"Uma senhora foi alvo de um assalto na via pública por este indivíduo que circulava numa motorizada e com arma de fogo na cintura. Depois de ser assaltada, a senhora deparou-se com os agentes da polícia que patrulhavam na zona e deu-lhes a conhecer sobre o assalto", descreveu Mateus Rodrigues.

O porta-voz da PN adiantou ainda que os polícias localizam o jovem e tentaram proceder à sua detenção, "mas, infelizmente, este mostrou resistência e fez disparos contra os agentes e foi assim que o jovem perdeu a vida, quando os agentes se viram obrigados a ripostar".

O responsável sublinhou que durante os dois episódios não ouve mortes nem feridos do lado da Policia Nacional.

"Os agentes em serviço, nestes dois casos, saíram ilesos. Mas, ainda assim, as investigações sobre estes acontecimentos estão a seguir o seu caminho e tramitações normais", afirmou.

Mateus Rodrigues lembrou que alguns destes episódios resultam em fatalidades porque, como aconteceu com estes jovens, os agentes da autoridade, quando dão uma ordem de detenção devem ser obedecidos.

"Temos apelado à juventude para não agirem por emoção e nem reagirem às forças policiais em nenhuma circunstância, porque a ninguém interessa estes desfechos fatais", conclui.

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