O que está por detrás da redução dos voos da Emirates em Luanda? - análise da Economist

Novo Jornal OnlinePublicado 17/07/2017 13:09:00

A redução do poder de compra regional, por causa dos preços baixos do petróleo, bem como as restrições nos voos para os Estados Unidos têm vindo a reflectir-se na quebra dos lucros da Emirates - que, em 2016, desceram pela primeira vez desde 2012 -, apontam os analistas da Economist Intelligence Unit (EIU), para quem a redução de voos da transportadora aérea em Luanda não se explica apenas pela dificuldade no repatriamento de divisas.

Foto: DR

"Depois de anos de expansão relativamente rápida, a Emirates está a ter de se adaptar a condições de mercado mais difíceis, reflectindo factores como a redução do poder de compra regional, por causa dos preços baixos do petróleo, e as restrições nos voos para os Estados Unidos", assinalam os especialistas da EIU, unidade de análise da revista britânica The Economist.

De acordo com uma nota enviada aos investidores, citada pela agência Lusa, os analistas da EIU lembram que "em 2016 a Emirates apresentou a sua primeira queda nos lucros anuais desde 2012", concluindo que "este é um dos factores da decisão de Emirates de reduzir o número de voos semanais entre Dubai e Luanda".

Recorde-se que a Emirates anunciou na semana passada o "fim imediato" do contrato de concessão para gestão da TAAG face "às dificuldades prolongadas que tem enfrentado no repatriamento das receitas" das vendas em Angola, tendo igualmente reduzido o número de voos semanais de cinco para três.

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