Academia das Pescas do Namibe quer fazer de Angola um "exportador de serviços educacionais de alto nível"

Novo Jornal OnlinePublicado 17/07/2017 13:55:00

Com mais de 500 alunos distribuídos por três faculdades, designadamente de Pescas, de Processamento de Pescado e de Exploração de Recursos Aquáticos, a Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe foi hoje, 17, inaugurada na cidade de Mocâmedes pelo vice-Presidente da República, Manuel Vicente. A instituição, cuja construção custou cerca de 70 milhões de euros, pretende fazer de Angola um "exportador de serviços educacionais de alto nível".

Foto: Quintiliano dos Santos

Dez anos depois do lançamento do projecto, a Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe foi inaugurada esta manhã pelo vice-Presidente da República, Manuel Vicente, numa cerimónia que contou também com a presença da ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto.

Dotada de cinco edifícios, onde se incluem 30 laboratórios de investigação, piscina olímpica e cinco auditórios, num investimento de cerca de 70 milhões de euros, a instituição foi erguida com o apoio do Governo da Polónia, que disponibilizou financiamento e parte do corpo docente.

"A participação de professores polacos e de outras nacionalidades durante os próximos anos garantirá o cumprimento de normas internacionais vigentes no ensino superior nas ciências do mar. Assim, ao concluir os cursos, os jovens angolanos formados na Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe receberão diplomas reconhecidos internacionalmente", sublinhou a ministra das Pescas.

Para além de destacar a importância desta instituição de ensino para a formação dos estudantes angolanos, a governante avançou que a "Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe poderá receber estudantes de outros países da região que não dispõem de universidades semelhantes, fazendo com que Angola surja como exportador de serviços educacionais de alto nível".

Segundo a ministra, a vertente internacional do projecto ressalta ainda do facto de servir "como centro de pesquisas científicas no âmbito da Convenção da Corrente de Benguela", que junta os Governos de Angola, Namíbia e África do Sul.

Vitória de Barros Neto lembrou igualmente que o novo estabelecimento "reduzirá significativamente a necessidade de enviar bolseiros para o estrangeiro neste domínio".

O projecto - cuja construção envolveu 100 subempreiteiras chinesas sob liderança da empresa polaca Navimor - deverá expandir-se para uma terceira fase, ainda sem data de arranque, que incluirá a inclusão, entre outros equipamentos, de um navio-escola, de uma clínica, de um centro desportivo e de uma biblioteca.

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