No dia da prova escrita, milhares de candidatos viram os locais da realização do exame mudados à última hora e em zonas distantes da sua residência. A prova, prevista para as 09:30 de 5 de Junho, foi feita já de noite, segundo as listas fixadas nas respectivas administrações municipais.
A troca de locais para a realização da prova à última hora fez com que muitos candidatos perdessem o exame.
Ao Novo Jornal, vários candidatos contaram que a forma como o processo decorreu, no dia 5, "prejudicou gravemente" os candidatos e comprometeu a equidade do próprio concurso.
De acordo com os candidatos, tudo estava inicialmente agendado para terminar às 12:00, mas, no entanto, verificou-se um atraso excessivo por parte dos responsáveis, sem que houvesse qualquer esclarecimento prestado. Muitos deles deslocaram-se ao local ainda nas primeiras horas da manhã, enfrentando dificuldades adicionais devido à ausência de listas em algumas escolas.
Em muitos locais, a prova começou por volta das 17:30, terminando cerca das 22:00, o que levou milhares de candidatos a queixar-se do que consideram ser uma injustiça.
Devido à onda de protestos e de indignação popular, na noite desta segunda-feira, 8, o governador provincial do Huambo, Pereira Alfredo, exarou um despacho a anular a prova escrita do concurso e remarcou um novo exame para o dia 18 deste mês.
Segundo o Governo Provincial do Huambo (GPH), "a anulação da prova não prejudica a validade dos actos anteriormente praticados no quadro dos procedimentos do concurso, nem a condição dos candidatos admitidos aos testes".
O GPH acrescenta que "a anulação da prova escrita visa salvaguardar os direitos e garantias dos candidatos e assegurar a transparência, imparcialidade e credibilidade do processo de avaliação no âmbito do concurso público de ingresso à Função Pública".
Conforme o despacho 151, de 8 de Junho, a prova escrita foi remarcada para o dia 18 de Junho, competindo à comissão de júri divulgar o respectivo cronograma e demais orientações.
