Ministra do Urbanismo e Habitação, Branca do Espírito Santo

Presidente da Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola, e vice-presidente da Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa, Branca do Espírito Santo tornou-se um dos rostos mais reconhecíveis do mercado que agora vai tutelar. Presença assídua em conferências de urbanismo e habitação, dentro e fora do país, a até aqui administradora da Imogestin esteve em foco, no final do ano passado, ao liderar a sessão de esclarecimentos sobre a regularização do pagamento das rendas da centralidade do Kilamba. Licenciada em Planificação da Economia Nacional pela Universidade Martin Luther, da Alemanha, a nova ministra do Urbanismo e Habitação possui também um MBA, atribuído pelo Institute for Supply Management. Desde 2012 CEO da Imogestin, Branca do Espírito Santo foi funcionária do Ministério do Planeamento e, no período da guerra, geriu fundos para o desenvolvimento da agricultura, ao serviço de uma ONG germânica.

Ministra da Cultura, Carolina Cerqueira

Dos microfones da Rádio Nacional de Angola, onde lia os noticiários, para os holofotes do poder, a trajectória pública da deputa Carolina Cerqueira cumpre-se, há quarenta anos, entre os corredores do MPLA. No partido desde 1976, a ex-ministra da Comunicação Social, é membro do Comité Nacional da Organização da Mulher Angolana, tendo colaborado com o Departamento de Informação desta estrutura, onde também se destacou como secretária nacional para os assuntos políticos. Igualmente impulsionador foi o cargo de directora do Gabinete do Comité Central para a Cidadania e a Sociedade Civil. Somam-se aos créditos a entrada para o Bureau Político do MPLA – integrando a comissão central e disciplina e controlo do Comité Central – e a participação activa na campanha eleitoral de 2008. Antes desta nomeação, a nova ministra da Cultura foi notícia no final do ano passado, por ter sido eleita em Genebra, capital da Suíça, membro do Comité Executivo da União Interparlamentar.

Ministro do Comércio, Fiel Domingos Constantino

Amplamente requisitado para análises, comentários e entrevistas sobre a situação económica do país, Fiel Constantino tem agora a oportunidade de converter em medidas governamentais algumas das ideias que vem defendendo. Como por exemplo, em relação à fixação de quotas de importação. “Penso que o Ministério do Comércio deveria estabelecer uma data a partir da qual os produtores locais devem atingir a eficácia e a qualidade do produto importado. Findo esse prazo, teria de repor a abertura do mercado para garantir a melhor satisfação do consumo”, disse Fiel Constantino, em entrevista publicada pelo semanário Expansão em 2014. Licenciado pela Universidade Agostinho Neto e pós-graduado pela Escola Brasileira de Administração da Fundação Getúlio Vargas, o homem que se segue a Rosa Pacavira especializou-se na consultoria de Economia e Gestão.

Ministro da Saúde, Luís Sambo

Em menos de um ano, Luís Gomes Sambo passa de secretário de Estado a ministro da Saúde, confirmando o futuro que muitos lhe vaticinaram após 10 anos à frente da direcção para África da Organização Mundial da Saúde. Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Angola, o sucessor de José Van-Dúnem possui também o Diploma de Especialização em Saúde Pública, atribuído pela Ordem dos Médicos de Portugal, além do doutoramento em Gestão pela Universidade de Hull, no Reino Unido. Desde 1977 a especializar-se, Luís Sambo começou a carreira em Luanda, como médico distrital no município de Cacuaco. Seguiu-se uma temporada em Cabinda, onde, entre 1978 e 1980, dirigiu os Serviços da Saúde. Um ano depois assumiu a posição de director da Cooperação Internacional do Ministério da Saúde em Luanda, onde permaneceu até 1983. Nesse mesmo ano foi nomeado Vice-Ministro da Saúde, e, nessa qualidade, presidiu à Comissão Nacional de Saúde. Cinco anos depois entrou para a OMS e continuou a somar distinções até ao regresso a Luanda em Julho do ano passado.

Ministro da Hotelaria e Turismo, Paulino Domingos Baptista

Com a saída do antecessor Petro Mutindi para governar a província do Kuando Kubango – em substituição de Higino Carneiro, quando este foi chamado a tomar as rédeas de Luanda –, Paulino Domingos Baptista, então secretário de Estado, assumiu interinamente a liderança do Ministério da Hotelaria e Turismo. Agora efectivado no cargo, o responsável tem sob a sua tutela a dinamização de uma das áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional. Formado em Economia pela Universidade Agostinho Neto, na especialidade de Planificação, Paulino Baptista foi director da Empresa Pública do Turismo ANGOTUR e director nacional de Turismo e Hotelaria, antes da nomeação para secretário de Estado da Hotelaria e Turismo, em Outubro de 2012.

Para além dos ministros do Comércio, Saúde, Cultura, Urbanismo e Habitação e Hotelaria e Turismo, o elenco de novos governantes estende-se ao governo do Kwanza-Norte, confiado a José Maria Ferraz dos Santos, e aos vice-governadores de Luanda para o sector económico (José Manuel Cerqueira), assuntos comunitários (Rui Celso Dias Fernandes da Silva) e serviços técnicos e infra-estruturas (Joaquim Dumba Malichi).