Angola descobre novo "diamante excepcional" na mina do Lulo, avaliado em "muitos milhões USD"

Novo JornalPublicado 21/09/2016 10:54:00

A mina de Lulo, situada na província da Lunda Norte, reportou uma nova descoberta importante, agora de um diamante aluvionar de 104 quilates. A pedra, cuja venda deverá render "muitos milhões de dólares", confirma a qualidade "excepcional" das extracções do Lulo, com cada quilate encontrado a valer, em média, 20 vezes acima da cotação do mercado.

Foto: DR

Já responsável por um aumento de 240% das receitas da multinacional australiana Lucapa Diamond Company, operadora do projecto, a mina do Lulo continua a bater recordes.

Palco da extracção do maior diamante alguma vez encontrado em Angola - uma pedra branca de 404 quilates retirada em Fevereiro -, e da descoberta de um diamante rosa de 38,6 quilates, o maior do género daí extraído até à data, a mina acaba de juntar à lista milionária um diamante aluvionar de 104 quilates.

Mais do que a dimensão das pedras extraídas do Lulo, Stephen Wetherall, director-geral e presidente executivo da Lucapa, destaca a qualidade das mesmas.

"O preço médio de cada quilate de diamante no mundo é de 120 dólares, mas o nosso valor médio está nos 2.100 dólares por quilate. Ou seja: 20 vezes acima da cotação", assinala o responsável, citado pela imprensa australiana.

Confiante de que a Lucapa está muito perto de descobrir a fonte das pedras, Wetherall acredita que da mina do Lulo serão extraídos "alguns dos diamantes mais especiais do mundo".

"Parece que para onde quer que nos viremos, conseguimos realizar mais uma grande descoberta", destaca o director-geral, já a contas com o novo encaixe.

Segundo o responsável, a mais recente descoberta de um diamante aluvionar de 104 quilates - o quarto este ano acima dos 100 quilates - vai render "muitos milhões de dólares".

Tendo em conta os resultados do Lulo - com a venda do maior diamante de sempre encontrado em Angola a render 16 milhões de dólares -, a Lucapa pretende mesmo alargar a participação de 40% que detém no projecto.

Além da presença maioritária da Lucapa, a mina é explorada pela empresa estatal Endiama (32%) e pelos privados da Rosas & Pétalas (28%).

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