MINSA já definiu plano de combate ao surto de cólera no Soyo

Novo JornalPublicado 10/01/2017 10:02:00

O Ministério da Saúde (MINSA) já definiu o plano para combater e estancar o progresso do surto de cólera que, desde finais de Novembro do ano passado, já provocou a morte a seis pessoas e deixou dezenas infectadas em tratamento, no Soyo, Zaire, cujo objectivo cimeiro é evitar a progressão territorial da doença.

No final da deslocação ao local de uma equipa interministerial, liderada pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, foi anunciado à imprensa que as linhas mestras do plano traçado para debelar o surto e responder ao impacto que este já tem entre a população, ficou definida a continuação das medidas profilácticas, como, entre outras, assegurar que a água consumida localmente é potável, bem como garantir que a doença permanece confinada a uma área restrita.

"O mais importante é a tomada de medidas cautelares para invertermos a tendência do alastramento do surto em outras localidades do município e não só", vincou o ministro, citado pela Angop.

Esta equipa interministerial é composta pelo ministro da Saúde e pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, sendo ainda i8ntegrada por técnicos especializados de diversos ministérios.

Ainda no âmbito do plano de combate e extinção do surto de cólera no Soyo, que está por ora confinado à parte insular deste município da província do Zaire, Luís Gomes Sambo adiantou ainda que foram disponibilizados medicamentos para tratar a doença e deslocados técnicos em saúde para gerir a situação, tanto no tratamento como na necessária sensibilização da população.

Uma das medidas preconizadas é a rápida melhoria do sistema de saneamento básico nas comunidades bem como criar pontos de abastecimento de água tratada suficientes para a população existente na área geográfica onde evolui ainda o surto de cólera.

"Já elaboramos um orçamento a nível nacional. Temos vindo a conversar com o Ministério das Finanças sobre os mecanismos adequados para se garantir o financiamento deste plano de combate ao surto da cólera", reforçou Gomes Sambo.

Este surto está ainda delimitado às ilhas do Soyo, onde, das 104 que existem, cerca de 60 são habitadas e têm ligações sociais e geográficas estreitas com outras em território da República Democrática do Congo, de onde terão, segundo afiançam as autoridades sanitárias angolanas, chegado os indivíduos que manifestaram os sintomas iniciais do surto.

Kirusso, Mbubu, Nvindi, Kimpula e Libi são as ilhas mais afectadas pela doença e onde se concentram os principais esforços para debelar o surto.

A cólera vista pela Wikipedia

Cólera é uma infeção do intestino delgado por algumas estirpes das bactérias Vibrio cholerae. Os sintomas podem variar entre nenhum, moderados ou graves. O sintoma clássico é a grande quantidade de diarreia aquosa com duração de alguns dias. Podem também ocorrer vómitos e cãibras musculares. A diarreia pode ser de tal forma grave que em poucas horas provoca grave desidratação e distúrbio eletrolítico. Isto pode levar a que os olhos se afundem nas órbitas, à diminuição de elasticidade da pele e ao enrugamento das mãos e dos pés. A desidratação pode ainda provocar a coloração azulada da pele. A manifestação de sintomas tem início entre duas horas e cinco dias após a infecção.

A prevenção envolve a melhora das condições de saneamento e do acesso a água potável.[4] A vacina contra a cólera, administrada por via oral, oferece protecção razoável por um período de seis meses, protegendo também contra outro tipo de diarreia causado por E. coli.

O tratamento de primeira linha é a terapia de reidratação oral, em que os líquidos perdidos são repostos por soluções salinas e ligeiramente doces. São preferidas soluções à base de arroz. A suplementação com zinco é útil em crianças. Em casos graves da doença pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa com, por exemplo, solução de Ringer. Os antibióticos podem ser benéficos. Os exames para determinar a que antibiótico é que a cólera é susceptível ajudam a selecção.

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