O caminho a seguir...uma mudança de mentalidade dos dirigentes da FAF

Silva CandemboPublicado 04/07/2017 16:01:00

A Federação Angolana de Futebol (FAF) e a empresa petrolífera francesa Total E&P Angola assinaram na última semana, em Luanda, um acordo de patrocínio para a Selecção Nacional Sub-17, válido por um período de quatro anos. No meio de tantos problemas vividos pelo futebol doméstico, esta é uma óptima notícia, que demonstra claramente uma mudança de mentalidade dos dirigentes da FAF.

Foto: Ampe Rogério

Eleito há sensivelmente seis meses para substituir no cargo de presidente da FAF o General Pedro Neto, o empresário Artur Almeida e Silva começa com o pé direito, embora os resultados do futebol nacional não sejam famosos. Mas este é um problema que, para já, o ultrapassa, pois herdou um tremendo passivo desportivo que vem de direcções anteriores e, sobretudo, do célebre "Estado Maior", que durante um curto período que antecedeu a realização do CAN no nosso país teve o comando do futebol cá do burgo.

Ao avançar para este acordo com a Total E&P, a direcção da FAF percebeu que não basta ficar à espera das dotações financeiras provenientes do Governo, como aconteceu durante anos a fio, com anteriores direcções. Artur Almeida e Silva e os seus pares no comando da Federação, entenderam que é preciso muito mais, que é necessário encontrar outras formas de financiamento para manter o futebol vivo. Daí, o passo dado, "atacando" uma empresa que se ergue como uma das maiores patrocinadoras do desporto africano, sendo inclusivamente o main sponsor da principal prova do futebol continental, o CAN de seniores.

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