O governante discursava na abertura do IV Fórum de energia e ambiente, dedicado ao tema da reforma do sector eléctrico, tendo frisado existe uma participação crescente da energia fotovoltaica, 30 por cento térmica.

Segundo Arlindo Carlos, o Estado continuará a desempenhar um papel central na definição das políticas públicas, no planeamento, regulação e na garantia do acesso universal á electricidade.

"Mas a dimensão dos investimentos necessários exige também a mobilização de capital privado, tecnologia, inovação e capacidade de execução", adiantou

Nesse sentido disse que Angola entrou numa nova etapa do desenvolvimento do sector eléctrico mais avançada e "exponencialmente" crescente para enfrentar os desafios cada vez mais exigentes e notavelmente "escrutinados".

"Depois de uma fase marcada por importantes investimentos públicos na expansão da capacidade das infra-estruturas avançamos agora para um modelo que deverá combinar a eficiência, sustentabilidade, inovação, sem perder de vista o interesse público", sublinhou.

No tocante aos desafios disse que para além de produzir mais energia, transportar melhor, deverá haver uma mais activa e responsável do sector privado no desenvolvimento do sistema eléctrico.

No fórum promovido pelo jornal Expansão foram apresentados temas sobre distribuição e cobertura nacional de electricidade, o papel das energias alternativas na matriz energética do País e a liberalização do preço das tarifas, proferidas por Diógenes Diogo, Victor Fontes e Tiago de Almeida, respectivamente director nacional da energia eléctrica, presidente da Associação Angolana de Energias Renováveis e Parthenon da consultora EY Angola.