De acordo com o relatório de fundamentação publicado pelo Ministério das Finanças, dos 15,5 biliões de kwanzas necessários, 8,72 biliões kz destinam-se exclusivamente ao reembolso e amortização da dívida existente, verificou o Novo Jornal.
Segundo avançou a agência Reuters, o serviço total da dívida pública deverá absorver 43% de todo o Orçamento Geral do Estado (OGE), eleborado com o preço do barril nos 71 USD, um cenário que confirma o elevado risco de refinanciamento do País, que se vê obrigado a contrair novos empréstimos maioritariamente para liquidar passivos antigos.
Caso o preço do barril afunde para os 55 USD,, o défice global aumenta de 4,1% para 5,5% do PIB, as necessidades brutas de financiamento (NBF) passam de 9,4% para 10,8% do produto interno bruto (PIB) e a dívida pública aumenta de 46,7% para 48,0% do PIB; a receita petrolífera reduzir-se-ia em cerca de 22,5%, pressionando a tesouraria e as necessidades de financiamento. Se o cenário for favorável, com o petróleo a 87 USD, o défice recua para 2,8% e as NBF caem para 8,1% do PIB, variáveis previstas no relatório de fundamenttação do OGE elaborado pela equipa de Vera Daves.
O ministro da Coordenação Económica, José de Lima Massano, já tinha vindo a público esclarecer que o volume total de financiamento pedido poderá sofrer uma revisão em baixa caso estas receitas extraordinárias se materializem, replicando a tendência que já se verificou na execução fiscal de 2026.
