O Novo Jornal tem acompanhado com atenção à aproximação do El Niño a solo nacional, reunindo perspectivas de especialistas e fazendo análises a uma tempestade que tem tudo para ser devastadora.

Agora já há uma previsão oficial do Boletim nº01 da Época Chuvosa 2026/2027. Segundo o Instituto Nacional de Metereologia e Geofísica durante o trimestre Janeiro a Março de 2027, a chegada desta ameaça climática terá um impacto "muito forte" e poderá dividir o país em dois: seca moderada a severa no Sul, Sudeste e Leste, e chuva acima da normal em Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Icolo e Bengo, Benguela, Cuanza-Sul, Huíla e Namibe.

O fenómeno atmosférico, explica o INAMET, resulta da conjugação do El Niño com o Atlântico Sul Tropical em fase positiva mais intensa, cenário que favorece o excesso de chuva no litoral.

Já para Outubro a Dezembro de 2026, o mesmo documento prevê seca moderada no Cunene, Cubango, Cuando e sul do Moxico, e chuva acima da normal em toda a região Norte e Litoral.

Por essa razão, o INAMET recomenda aos cidadãos que façam um acompanhamento permanente e adianta que anunciará uma nova actualização na segunda quinzena de Novembro.

O alerta surge numa altura em que a comunidade científica global apresentou as contas ao custo humano deste que é tido como um "Super El Niño".

De acordo com estimativas divulgadas pelo Climate Impact Lab da Universidade de Chicago, e citadas pelo NJ, o calor extremo associado ao fenómeno poderá provocar pelo menos 451 mil mortes adicionais no mundo entre Junho de 2026 e Fevereiro de 2027, e, desta vez, não apenas nas geografias mais pobres, com impactos significativos também em países de rendimento elevado.