A denúncia foi feita ao Novo Jornal, no município do Andulo, por vários sobas que viram os seus subsídios cortados pelos regedores municipais, alegadamente por ordens superiores, por estes notarem as suas ausências em reuniões e comícios do MPLA na província.

Estas autoridades narram dificuldades e sofrimento devido à ausência do subsídio, que dizem ter sido cortado por "capricho" das autoridades administrativas, obrigando-as a não se fazerem presentes em nenhuma outra actividade político-partidária que não seja convocada pelas administrações municipais.

Um dos sobas contou que lhe foi retirado o subsídio por ter um filho dirigente municipal da UNITA, na Calucinga, e por este não conseguir convencê-lo a abandonar aquele partido.

Simão Mendes, soba do bairro Andulo, afirmou que ele e outras autoridades estão há mais de um ano sem receber o dinheiro do Governo, enquanto outros sobas continuam a receber os subsídios todos os meses.

Segundo Simão Mendes e outros sobas, a vida tornou-se difícil para eles por não conseguirem atender às necessidades das suas famílias.

Esta autoridade tradicional, que deu voz à maioria dos sobas afectados, contou que as ausências de que se queixam as autoridades locais se devem a motivos pessoais e de doença, e não a questões políticas.

Dizem que, sempre que vão ao banco, recebem a informação de que não está a ser feito qualquer depósito e que devem reclamar junto das entidades competentes para saber o motivo do corte.

Questionados sobre se já apresentaram reclamações, os visados afirmam que têm feito isso insistentemente, mas que "não são tidos nem achados".

Estas autoridades, que procuraram o Novo Jornal, no Andulo, para denunciarem a sua situação, questionam o paradeiro dos seus subsídios.

Sobre o assunto, o Novo Jornal tentou ouvir as autoridades administrativas do Bié, que não se mostraram disponíveis para se pronunciar.