O GPL sustenta ainda que não está a haver qualquer aproveitamento por parte dos seus responsáveis.

Segundo o governador de Luanda, Luís Nunes, a ocupação de terrenos na capital tem dificultado a disponibilização de espaços para a construção de infra-estruturas sociais. Por isso, o GPL está a acabar com os "maus vícios" que existiam, nomeadamente a concessão irregular de terrenos e a existência de títulos falsos.

"Nós estamos a retirar os terrenos das pessoas que não pagaram as concessões ao Estado", afirmou o governador, em declarações aos jornalistas, esta segunda-feira, durante uma jornada de trabalho ao município do Kilamba Kiaxi.

Segundo o governador, o GPL está a pôr ordem na casa e nenhum responsável da instituição está a apropriar-se de terrenos.

Luís Nunes assegurou que, perante a apresentação de títulos de concessão falsos, o recurso à Justiça poderá levar muitas pessoas à cadeia.

"Queremos apenas retirar os terrenos de pessoas que dizem que são titulares e não são", garantiu o governador.

Segundo o responsável máximo do GPL, se o Governo precisasse hoje de uma área para construir uma infra-estrutura social, teria dificuldades em encontrá-la, porque os terrenos estão ocupados.

O governador assegurou que o processo está a ser conduzido com transparência e esclareceu que a retirada dos terrenos depende da comprovação da titularidade e do cumprimento das obrigações associadas à concessão.

Segundo Luís Nunes, existem áreas ocupadas que, em vez de serem destinadas ao interesse público, acabam por ser utilizadas como lixeiras.

O governador apontou os municípios do Kilamba, Belas e Camama como os que apresentam mais problemas nesta matéria e desafiou os alegados proprietários a comprovarem a titularidade dos terrenos que dizem ter adquirido e o cumprimento das obrigações de pagamento ao Estado.