Essa poupança, segundo o líder do principal partido da oposição, é alimentada por uma percentagem fixa de todas as receitas do petróleo, do gás e dos minerais estratégicos.

"Por exemplo, 10%, é depositada anualmente neste fundo. Esse valor é dividido por todos os jovens elegíveis. Não é dinheiro para gastar em caprichos. É capital de desenvolvimento pessoal", escreveu Adalberto Costa Júnior na sua página oficial.

"Imaginem que um jovem de Cabinda, de 22 anos, que nunca teve acesso a crédito, recebe na sua conta digital um valor que pode usar para pagar a matrícula e as propinas de um curso técnico ou universitário, comprar ferramentas para iniciar um pequeno negócio, financiar a formação de uma cooperativa agrícola e pagar a entrada de uma casa própria", explanou, salientando que o dinheiro não é entregue em notas.

Para Adalberto Costa Júnior, será um crédito de futuro, gerido por uma aplicação digital segura, com regras de utilização claras.

"Pode ser usado para educação, habitação, saúde ou empreendedorismo. Não pode ser desviado para luxos", notou, acrescentando que este fundo é propriedade do povo, não do Governo.

Sugeriu que este fundo deverá ser gerido por uma entidade independente, com representantes da sociedade civil, das universidades, das igrejas, dos sindicatos e dos próprios jovens.

"O jovem apresenta o seu projeto, um plano de negócios simples, acessível, avaliado por técnicos independentes. Se aprovado, recebe um microcrédito a taxa zero de juro, com um período de carência de dois anos", referiu, destacando que o fundo garante o empréstimo ao banco.

"Se o jovem pagar, o dinheiro volta ao fundo. Se não pagar, o fundo cobre - mas o jovem fica com o seu histórico de crédito manchado e perde acesso a futuros financiamentos", concluiu, frisando que é um sistema que premeia a responsabilidade e pune o incumprimento, mas que dá a todos uma primeira oportunidade.