"Este é o símbolo (falta de pluralidade) da governação do actual regime, e de João Lourenço. Não há membros do regime a favor do pluralismo", disse esta segunda-feira, 19, o presidente da UNITA, na abertura do seminário de capacitação sobre "Lideranças, Comunicação Assertiva e Fiscalidade", dirigido aos deputados do seu grupo parlamentar

De acordo com o político, o actual regime não respeita a liberdade, pluralidade e actua pelo medo, inviabilizando o contraditório.

"Dois círculos de governação do actual Presidente... nunca houve um debate", apontou, denunciando que durante a administração de João Lourenço nenhum órgão público convidou o líder da UNITA para uma entrevista.

Relativamente ao seminário, disse que os deputados devem ser actuantes e manter uma relação de proximidade com os cidadãos, prestando contas e exercendo com rigor as suas funções de fiscalização.

"Os deputados devem estar presentes onde o povo está - nas aldeias, nos mercados e nos bairros populares - para ouvir directamente os anseios e as queixas da população", acrescentou, classificando o desemprego juvenil em Angola como endémico.

Alertou que o bónus demográfico de Angola pode transformar-se num risco social se os jovens continuarem sem acesso a emprego, ensino e esperança.

O presidente da UNITA colocou a estabilidade política e institucional no centro da agenda da sua formação política para as eleições de 2027, e instou as instituições do Estado, incluindo as forças de segurança, a garantir um ambiente democrático, pacífico e isento de conflitos.