O Ministério Público (MP) acusa o antigo chefe da diplomacia angolana do crime de peculato e o empresário Bartolomeu Dias, proprietário do Grupo Bartolomeu Dias, do crime de burla.

Em causa está a suspeita de desvio de mais de 15 milhões de euros que se destinavam à instalação do Consulado-Geral de Angola em Portugal.

A instrução contraditória não é, propriamente, o julgamento, mas uma fase processual em que os arguidos podem apresentar os seus argumentos e meios de prova, cabendo ao juiz decidir se o processo segue ou não para julgamento.

Georges Chikoti liderou o MIREX entre 2010 e 2017 e, em 2020, assumiu o cargo de secretário-geral da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP). Bartolomeu Dias é fundador de um dos maiores conglomerados privados do País.