São dois de vários pontos de um caderno reivindicativo que motivou já uma paralisação antes da chegada do Conselho de Administração, em funções há quase cinco meses.

A greve, anunciada em cartazes distribuídos por dependências da empresa pública, surge num contexto de crise no abastecimento de água às cidades de Benguela, Navegantes, Catumbela, Lobito e Baía Farta.

A reduzida disponibilidade no rio Catumbela, principal fonte de captação de água bruta, agudizou o velho problema de distribuição ligado a insuficiências técnicas e operacionais.

Prevê-se que os trabalhadores estejam concentrados à porta da EPASB com camisolas pretas, uma cor que, segundo o sindicato, visa homenagear os colaboradores falecidos.

Segundo as Comissões Sindicais, o qualificador ocupacional está a ser solicitado há quase cinco anos, tendo sido "amplamente discutido" na assembleia que delineou a greve, ocorrida no passado mês de Agosto.

Em vários pronunciamentos, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela, Tanislau Silva, reforça que a direcção está aberta ao diálogo e sustenta e necessidade de um ambiente laboral em harmonia.

A verdade, porém, é que a mensagem do responsável tem sido contrariada por sindicalistas, que chegam mesmo a exigir respeito e consideração pelos trabalhadores.