New York, New York... a praga de ratos que nunca dorme

Novo JornalPublicado 18/04/2017 11:14:00

A cidade de Nova Iorque, a maior urbe dos EUA e uma das maiores do mundo, está a braços com uma praga de ratos de tal dimensão que levou a SenesTech, uma empresa focada na biotecnologia, fundada por cientistas, a procurar uma solução inovadora para controlar a população de roedores através do bloqueamento da sua capacidade reprodutora.

Este método, ainda em fase de testes, explicado de forma simples, é um esterilizador dos animais, que visa conduzir à diminuição progressiva da população sem recurso aos tradicionais métodos de combate de pragas que é o seu extermínio com a utilização de químicos, nomeadamente venenos, que podem ter impactos negativos no meio ambiente.

O método agora a ser testado para debelar a praga que, segundo diversas fontes, pode ir de "escassos" dois milhões aos nove milhões, número superior aos cerca de 8,5 milhões de habitantes humanos da cidade sem o prolongamento das muitas periferias nova-iorquinas, consiste num líquido que pode ser distribuído de forma a chegar ao organismo dos animais provocando distúrbios no sistema reprodutor e a consequente infertilidade.

Os ratos são um problema de saúde pública em Nova Iorque e os muitos cientistas que já se debruçaram sobre este problema, até agora sem sucesso, como se constata pela progressão da sua população na cidade, entendem que, sem o surgimento de um químico milagroso, só a mudança radical do comportamento dos seus "vizinhos" humanos pode resultar, nomeadamente na forma como diariamente é servida nas ruas toda a comida de que estes necessitam para prosperar, desde os lixos aos restos...

E a natureza destes animais não deixa as coisas por menos, quando se sabe que apenas um casal de roedores pode, num ano, multiplicar a descendência por muitos milhares, o que levou os habitantes, fartos de ver ratos nos passeios e nos jardins, começaram a exigir solução radicais para o problema, especialmente depois de em 2015 terem surgidos casos de leptospirose em humanos, situação que ocorre apenas quando existe grande proximidade entre as duas espécies.

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