ONU e Centro Wilson ensaiam nova abordagem no combate às doenças transmitidas por mosquitos

Novo JornalPublicado 08/05/2017 16:54:00

As Nações Unidas e o norte-americano Centro Woodrow Wilson estão convencidos que os mais de 500 milhões de casos confirmados de doenças transmitidas anualmente por mosquitos podem ser substancialmente reduzidos e, para isso, acabam de criar uma aliança global com o objectivo de definir estratégias de acção.

O Centro Wilson, criado no âmbito do Instituto Smithsonian mas gerido por um Conselho integrado por representantes do Governo norte-americano e por especialistas nomeados pelo Presidente dos EUA, e a agência da ONU (para o) Meio Ambiente, segundo informação das Nações Unidas, concluíram que esta era a melhor forma de unir esforços mundiais para lutar contra a causa de 2,7 milhões de mortes anuais, principalmente nas regiões do mundo mais desfavorecidas.

Esta iniciativa está a ser anunciada ao mundo como "Alerta Global contra os Mosquitos" e, para além da ONU Meio Ambiente e o Centro Wilson, que tem como uma das principais funções a investigação, está a começar a receber contributos voluntários de dezenas de organizações e cientistas em todo o mundo.

A malária, que é uma das doenças na lista das causas de morte que esta Aliança pretende combater, é a doença que mais mata em Angola e no continente africano. A febre-amarela, que teve em Angola, e com passagem também para a RD Congo, uma das mais graves epidemias em mais de três décadas, está igualmente no topo da lista das doenças a combater, bem como o dengue, entre outras..

De entre os objectivos da nova organização estão a listagem das áreas de maior exposição e consequente definição de métodos para as combater, nomeadamente através da criação de um mapa com as áreas de reprodução dos mosquitos e das redes de vigilância.

A participação dos cidadãos, de forma singular ou em organizações locais, na criação desta rede de vigilância e de fornecimento de informação é outros dos objectivos do "Alerta Global contra os Mosquitos", incluindo, para já, organizações da Europa, Austrália, Asiáticas e norte-americanas e o seu funcionamento em rede será feito através de uma plataforma online.

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