Naufrágios na RDC e nos Camarões provocam dezenas de mortos

Novo Jornal OnlinePublicado 17/07/2017 15:22:00

A maioria dos 27 mortos confirmados e dos 54 desaparecidos que seguiam a bordo da piroga sobrelotada que naufragou no rio Kasai, na República Democrática do Congo (RDC), eram estudantes que regressam a casa de férias e tinham partido da província do Kasai para o Kasai-Central.

O naufrágio foi confirmado pelo administrador da comuna de Idiofa, Jacques Mbila, onde o naufrágio ocorreu, na noite de quinta para sexta-feira, mas só hoje divulgado pela imprensa congolesa.

O responsável disse à imprensa que o excesso de álcool dos tripulantes e a sobrecarga da embarcação são as causas do naufrágio.

Este é já um dos acidentes mais graves este ano na RDC com as chamadas "baleinière", que são canoas de grande dimensão com motor fora de bordo, um dos principais meios de transporte no país, que tem nas vias fluviais as suas mais importantes vias nas províncias do interior, graças, principalmente, aos rios Congo, com mais de 4 500 km"s, e ao rio Kasai, com quase 2 500 km"s de extensão.

O naufrágio envolveu uma piroga que se deslocava de Dibaya, na província do Kasai- Central, que vive em tumulto há mais de um ano por causa das milícias Kamwina Nsapu, para Ilebo, na igualmente martirizada província do Kasai, tendo o naufrágio ocorrido na região de Inongo, localidade de Idiofa.

Esta é uma região onde ocorrem anualmente dezenas de naufrágios, sendo uma das causas mais comuns a má sinalização das vias de navegação e das próprias pirogas, bem como a sobrecarga das embarcações, sendo o elevado número de mortos registados resultado de uma quase generalizada falta de material de salvamento a bordo, como bóias e coletes salva-vidas.

E nos camarões...

Entretanto, nos Camarões pelo menos 34 pessoas estão desaparecidas na sequência de um naufrágio de uma embarcação militar que se encontrava em patrulhamento na zona de Bakassi.

De acordo com o Ministério da Defesa, o naufrágio do navio da Marinha dos Camarões teve lugar no Domingo, no decurso de uma missão de rotina, e os meios de socorro conseguiram ainda salvar três militares, estando os helicópteros na zona à procura de eventuais sobreviventes.

A Península de Bakassi é uma zona fronteiriça disputada entre a Nigéria, que invadiu a região, e os Camarões, mas está sob alçada dos Camarões por ordem do Tribunal Internacional de Justiça na sequência das violentas escaramuças entre as duas forças armadas na década de 1980.

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