O Prémio Nobel da Medicina foi atribuído ao trio composto por Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel. A honraria deveu-se às suas investigações pioneiras sobre canais iónicos controlados por luz e no desenvolvimento da optogenética, um método revolucionário que permite descodificar e controlar a actividade de células nervosas individuais no cérebro vivo.
Esta técnica abre portas para identificar e compreender os circuitos neurais envolvidos em diferentes doenças mentais ou neurológicas.
No campo da Física, a Real Academia Sueca das Ciências distinguiu o investigador belga Francis Halzen pelas suas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica.
Tratam-se de partículas fundamentais apelidadas de "mensageiros-fantasma" que viajam do cosmos profundo e que inauguram uma nova forma de olhar para o universo.
Quanto ao Nobel da Química, a distinção foi outorgada à dupla constituída pelo francês Henri B. Kagan e pelo japonês Kenso Soai. Os cientistas foram considerados merecedores do prémio pelas suas descobertas disruptivas sobre efeitos não lineares e autocatálise na síntese orgânica assimétrica.
É um avanço fundamental que ajudará o sector farmacêutico a fabricar e entender o comportamento das moléculas como "imagens espelhadas" uma da outra, desvendando a homoquiralidade da química da vida, explica a organização.
Os dois galardões de maior impacto mediático já têm data marcada: o Prémio Nobel da Literatura será anunciado pela Academia Sueca nesta quinta-feira, 8 de Outubro, enquanto a revelação do Nobel da Paz está reservada para sexta-feira, 9 de Outubro, sob a égide do Comité Norueguês, em Oslo.
