"Nascida numa família de origem tamil indiana durante o regime do apartheid em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no domínio jurídico, enfrentando uma profunda discriminação estrutural, segregação e exclusão", destaca a academia sueca, que escolheu premiar o seu "papel fundamental para garantir que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio sejam julgados".
"Há um fio condutor que se estende desde os seus primeiros trabalhos em defesa de Nelson Mandela e de outras pessoas que se opuseram ao apartheid até ao seu desempenho como juíza em alguns dos processos judiciais internacionais mais importantes do nosso tempo", lê-se ainda no comunicado.
Actualmente, Navi Pillay é juíza no Tribunal Internacional de Justiça no processo em que Mianmar é acusada de genocídio.
O Comité Norueguês do Nobel justifica ainda a escolha com o desejo de "recordar ao mundo que o Estado de direito - nacional e internacional - constitui a base do sistema que criámos para garantir a paz e resolver conflitos de forma não violenta".
"A História demonstrou que um mundo que funciona sem o Estado de direito é injusto, imprudente e desumano."
Nobel da Literatura
Mas já na quinta-feira, 08, a escritora canadiana Anne Carson foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2026, anunciou a Academia Sueca.
A poetisa, de 76 anos, com obra ainda no ensaio, foi galardoada "pela sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea", afirmou a Academia Sueca.


