Numa declaração emitida por ocasião do dia Mundial da Saúde, que hoje se assinala, o documento diz que Angola "tem feito progressos notáveis" e a Organização Mundial da Saúde reafirma o seu compromisso de apoiar o País na expansão das soluções digitais, no fortalecimento dos laboratórios, na introdução de inovações clínicas e na transformação de evidências em acções concretas que salvam vidas.
"Nos últimos anos, Angola tem dado passos importantes neste sentido. O País tem vindo a reforçar a vigilância epidemiológica, a modernizar os serviços com recurso a tecnologias digitais, a ampliar a investigação genómica, a fortalecer a capacidade laboratorial e a introduzir novas vacinas e soluções de diagnóstico", diz a declaração, sublinhando que "estes avanços demonstram um sistema de saúde em evolução, mais robusto e cada vez mais orientado por evidências científicas".
Segundo o Executivo, o Dia Mundial da Saúde constitui, assim, um momento de reafirmação do compromisso nacional com a ciência, a solidariedade global e a equidade em saúde.
Em Angola, refere a o documento, as celebrações deste ano alinham-se com a estratégia nacional de modernização do sector da saúde, com destaque para o compromisso com a cobertura universal de saúde, a introdução de novas tecnologias, incluindo a cirurgia robótica, e o desenvolvimento da produção local de medicamentos, prevista para iniciar ainda em 2026.
"O Governo de Angola e os seus parceiros reiteram a determinação de acelerar a implementação de soluções baseadas em evidências, garantindo cuidados de saúde essenciais, de qualidade, acessíveis e equitativos para todas as famílias, em todas as províncias do país", diz a declaração.
Refira-se que até ao início de 2026, o sector da saúde em Angola registava cerca de 95 mil profissionais de saúde no sistema nacional.
Este número engloba médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapeutas, "fruto de um esforço de admissão que superou os 46 mil novos profissionais nos últimos sete anos".
O Ministério da Saúde (MINSA) refere que tem como meta especializar 38 mil profissionais de saúde até 2027/2028 para qualificar o atendimento.
O plano inclui a formação de 3.000 médicos, 9.000 enfermeiros, 9.000 técnicos de enfermagem e outros técnicos de apoio.
Até ao final de 2025, Angola registou a construção e reabilitação de 743 novas unidades de saúde ao longo dos últimos oito anos, elenca o Governo.
Cerca de 80% das unidades construídas integram a rede primária de saúde, visando aproximar os cuidados médicos das comunidades, refere o documento.

