Foram resgatados no interior de um estabelecimento hoteleiro, em Caxito, um total de oito menores, sendo sete meninas e um rapaz, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos.
De acordo com o porta-voz do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC no Bengo, Miguel Correia, "os adolescentes foram ainda submetidos a trabalhos agrícolas em condições precárias que colocavam em risco a sua saúde" naquilo que é um exemplo flagrante de trabalho infantil.
O Novo Jornal soube que as crianças trabalhavam em Benguela, na outra fazenda do empresário e no último fim-de-semana, elas foram retiradas daquela província para reforçar a equipa de trabalhadores da quinta do Bengo.
Quando chegaram ao Bengo, no período da noite, foram acomodados numa hospedaria, foi daí que os trabalhadores do espaço suspeitaram da situação e fizeram uma denúncia às autoridades policiais.
Nesta segunda, 06, o SIC após diligências, deslocou-se para o estabelecimento e resgatou os meninos. Na mesma, acção deteve o proprietário da fazenda e mais um comparsa, que os recrutou.
Questionado pelo SIC sobre o acto de exploração de menores, o empresário respondeu apenas que "não sabia que o seu funcionário recrutava crianças para trabalhar nas suas fazendas".
Porém, os adolescentes disseram às autoridades que "saíram da província com uma proposta de trabalho, para ganhar 45 mil kwanzas", explica o porta-voz do SIC-Bengo.
Depois destas declarações, o proprietário da fazenda e o seu comparsa foram encaminhados para o juiz de garantias, pelo crime de exploração de menores.

