As três doenças são uma das maiores causas do descarte de milhares de bolsas de sangue por ano, com uma maior incidência da hepatite B. No ano passado, entre Janeiro e Outubro, foram destruídas cerca de 4.000.

A informação foi avançada pela directora geral do INS, Deodete Machado, em entrevista à ANGOP.

De acordo com a especialista, muitos dadores desconhecem o seu estado serológico e, "apesar de o processo de doação ser devidamente cuidadoso e atendendo ao período de incubação de algumas doenças, é possível algumas amostras estarem infectadas, e, durante o processo de análise não acusar nada, apesar de o sangue estar contaminado".

Deodete Machado explicou que no caso de infecção durante o processo de transfusão de sangue, a instituição deve, imediatamente, notificar as duas pessoas envolvidas (doador e receptor) que deverão ser tratadas imediatamente.

A directora do INS disse ser importante que os hospitais mantenham todos os registos dos dadores e receptores, por um período de 30 anos, tempo estipulado pela OMS, para em caso de problema, tanto o hospital, como o dador e o receptor, saberem onde podem recorrer.

O Instituto Nacional de Sangue tem a responsabilidade de analisar todas as bolsas de sangue doadas num total de 22 unidades sanitárias da província de Luanda, incluindo as clínicas privadas.

"Alguns doadores vão aos hospitais mais próximos para doar, mas estes, por sua vez, enviam as amostras ao INS para serem minuciosamente examinadas", afirmou a especialista à Angop.

A directora geral do INS lembrou que no processo de transfusão sanguínea existem riscos infeciosos e imunológicos imediatos e/ou tardios, por isso a transfusão de sangue só deve ser realizada em caso de estrita necessidade.

Deodete Machado garante que o processo de rastreio de dados dos doadores, doação, análise ao sangue e o seu armazenamento nos hospitais "é seguro, porque obedece rigorosamente a todos os critérios estabelecidos pela OMS, para que se tenha sangue seguro até ao momento das transfusões".