Com centenas de sinistrados das cheias em Benguela ainda à espera dos benefícios do primeiro pacote financeiro, na ordem de USD 380 milhões, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou, há uma semana, o terceiro pacote, mais um sem cobertura para a ponte ferroviária sobre o rio Cavaco.

Famílias afectadas pelo transbordo do rio, ocorrido a 12 de Abril, exigem, como se sabe, segurança nos diques de protecção, desassoreamento e celeridade na construção das 225 casas inicias, mas outros cidadãos sofrem diariamente noutro plano devido à ausência da estrutura ferroviária.

Os utentes dos comboios do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) são obrigados a começar a viagem em direcção ao Lobito pela estação do Cavaco, deixando a habitual às moscas, já que acabou inoperante depois da queda da ponte.

"Vamos à estação do Cavaco pegar o comboio que sai do Lobito, gastando valores que seriam poupados caso a estação de Benguela, a principal, estivesse aberta", disse ao NJ, num cenário de adversidades, o jovem Bartolomeu Pascoal, funcionário de uma empresa privada.

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