Com 53 cartas e ainda alguns poemas, assinados por Amílcar Cabral e endereçados à ‘Lena’, o livro de Iva deve ler-se como uma homenagem ao fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Qual a sensação de ver este livro publicado?
Sinto que realizei um sonho. Desde que li estas cartas achei que seria útil, não só para os estudiosos de Cabral, mas principalmente para a juventude conhecer o jovem que era Cabral antes de se tornar o líder que foi.
Quais as melhores memórias que guarda dos seus pais?
Tenho muitas recordações, mas a constante é o respeito que tinham pelos outros e a capacidade de sacrifício que ambos possuíam.
Que lições a tirar deste livro?
Principalmente a educação. São importantes igualmente os exemplos, a conservação da memória dos feitos que orgulham o país e consequentemente o seu povo. É fundamental o estudo da História!
O que falta para cumprir Cabral?
A meu ver um estudo aprofundado da nossa realidade e a luta por uma verdadeira igualdade social, já que como ele dizia não lutamos apenas para termos uma bandeira é um hino! Parar o fosso que cada vez é maior entre aqueles que possuem a riqueza e aqueles que nada possuem. Mas este facto é mundial e não apenas em África.
