Grupo H
Espanha vs Arábia Saudita
(Decorrerá em Atlanta, às 17:00, no horário de Angola)
O "Galeão Espanhol" foi travado pelo "Tubarão Azul" a meio do Atlântico, mas desta vez os conquistadores dos mares sul-africanos em 2010 terão de reacender a chama de campeões mundiais para se imporem perante um conjunto que tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela chegada de craques como Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Sadio Mané ao futebol do deserto.
A Arábia Saudita mostrou à Argentina, futura vencedora do torneio no Qatar 2022, quão forte e letal consegue ser e, nesta edição, já travou uma das selecções mais tradicionais do Mundial, o Uruguai de Marcelo Bielsa.
Resta saber se a tradição e o peso da camisola da "La Roja" falarão mais alto ou se as asas dos "Falcões Verdes" voltarão a dissipar a hierarquia estabelecida.
Cabo Verde vs Uruguai
(Decorrerá, em Miami, às 23:00)
No seguimento do feito histórico de Atlanta, a nau dos insulares navega em direcção a Miami para encontrar mais um rochedo firmemente estabelecido na competição desde 1930.
Com duas conquistas na bagagem e um quarto lugar memorável há 16 anos, só a Espanha neste grupo conhece melhor do que a "Celeste" o caminho para a próxima fase.
Com uma nova geração de futebolistas talentosos, como Federico Valverde, Giorgian de Arrascaeta, Manuel Ugarte, Maximiliano Araújo, Darwin Núñez, Rodrigo Zalazar e Nicolás de la Cruz, os sul-americanos partem em vantagem.
No entanto, os filhos da terra de Cabral já provaram ser capazes de grandes feitos e de desafiar todos os prognósticos. Com um Vozinha a respirar confiança, uma dupla segura formada por Diney e Roberto Lopes, Jovane Cabral e Dailon Livramento em modo disruptivo e armas no banco, como Telmo Arcanjo, Jamiro Monteiro e Gilson Tavares, para reforçar o ataque, os cabo-verdianos têm créditos para se afirmar.
É mais um jogo em que o equilíbrio poderá fazer-se sentir no relvado, a surpresa voltar a espreitar ou o rochedo uruguaio mostrar-se intransponível.
Grupo G
Bélgica vs Irão
(Decorrerá em Los Angeles, às 20:00)
A Bélgica é conhecida pelo chocolate e pelas waffles, mas nas grandes vitrinas do futebol a doçura tem sido rara, com excepção do Mundial da Rússia, em 2018, em que alcançou um inesperado terceiro lugar.
Os "Diabos Vermelhos" regressam à prova com uma mistura de maturidade e juventude, liderados por Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku, e reforçados pela irreverência de Leandro Trossard, Youri Tielemans e Jérémy Doku.
No primeiro jogo, os belgas não convenceram e, em vez de seguirem o caminho de Tintin, acabaram por se perder no guião. Agora têm pela frente o Irão, uma selecção orgulhosa dos seus tapetes e habituada a transformar disciplina em resistência. Em Los Angeles, os persas contarão com o apoio de uma das maiores comunidades iranianas fora do país, que promete colorir e agitar as bancadas.
A formação asiática tem como principais referências Mehdi Taremi, Alireza Jahanbakhsh e o guarda-redes Alireza Beiranvand. Fica, no entanto, desfalcada com a ausência de Sardar Azmoun, afastado por alegadas questões disciplinares relacionadas com publicações nas redes sociais que terão desagradado às autoridades.
O favoritismo pende para os europeus, mas o Irão está aí para complicar as contas.
Nova Zelândia vs Egipto
(Decorrerá em Vancouver, às 2:00, de domingo para segunda-feira)
As selecções da Oceania e do Norte de África vão protagonizar um encontro marcado pela incerteza, com o jovem Elijah Just, um dos talentos em ascensão do futebol neozelandês, a estar novamente sob os holofotes das principais equipas do mundo. Chris Wood, avançado do Nottingham Forest, surge como o artilheiro-mor dos "All Whites".
Do outro lado, Emam Ashour, Omar Marmoush, Zizo e Mohamed Salah são as principais ameaças do Egipto, capazes de desequilibrar qualquer defesa com as suas acções ofensivas.
Trata-se de um duelo equilibrado, onde qualquer deslize pode ser decisivo na luta pela qualificação para os dezasseis avos-de-final.











































