Grupo L

Num duelo repleto de significado, contornos e contrastes, o resultado podia ter sido mais colorido. No entanto, nenhuma das formações em campo soube materializar as poucas hipóteses de que dispôs.

Os "Três Leões" vinham para a arena com o desejo de devorar uma presa. Tudo o que encontraram foi uma identidade que não se verga, porque as suas raízes estão firmadas no território pré-colonial. Ali, os impérios definiam a organização e a estratificação militar, social e comunitária dos povos que hoje consideramos africanos.

Ao intervalo, a porta da fortaleza ganesa mantinha-se blindada.

A segunda metade foi marcada por uma missão ultra-defensiva, cumprida com rigor, disciplina, abnegação, solidariedade e trabalho de equipa, personificando uma identidade de imponência guerreira.

Aos 78 minutos, os ganeses dispuseram do lance mais perigoso da noite e chegaram a clamar por pontapé de penálti. Contudo, o pedido foi negado, como quem recusa abrir a ponte levadiça sobre o fosso.

Por isso, todas as acções britânicas foram secadas, incluindo a de Bukayo Saka aos 87 minutos, que levava selo de mensageiro, mas era como se Benjamin Asare dissesse: "Vão brincar com outra coisa, aqui não".

Pouco depois, O"Reilly enviou a bola à barra de cabeça.

O árbitro apitou para o fim da partida. Outrora preso, o guerreiro hoje liberto mostrou-se insurrecto, enquanto as mandíbulas dos Três Leões famintos ficaram sem presa.

Panamá eliminado e Croácia e segue viva

No outro jogo do grupo L, bastou um golo de Ante Budimir aos 54 minutos para manter as aspirações croatas para próxima fase afundar o Panamá, que se junta à Jordânia, Haiti, Turquia, Tunísia.