Grupo K

Segundo o Ministério das Culturas da Colômbia, a Champeta é mais do que um género musical. Está sobretudo ligada a Cartagena e às comunidades afro-colombianas, tendo como uma das suas particularidades a influência de sonoridades africanas como o soukous, que ajudaram a construir a sua identidade dentro do mosaico cultural colombiano.

No bailado e nas ruas, a expressão do movimento revela-se no diálogo dos corpos, no avanço e no recuo das fintas.

No relvado, Luis Díaz, James Rodríguez e Richard Ríos são nomes que transportam essa essência que contagia quando se vislumbra das bancadas e das telas. Do outro lado, Yoane Wissa, Gaël Kakuta e Theo Bongonda representam a criatividade, a técnica e a mobilidade que fazem parte de uma identidade presente entre as ruas de Kinshasa e a paixão de um povo que transpira musicalidade.

Ao jogarem com os Leopardos, "Los Cafeteros" traçam uma linha ao passado, cujas origens a linguagem e as palavras não traduzem melhor do que os sons e os ecos de um ritmo que os une.

Mais do que três pontos em disputa, a RDC e a Colômbia levam para o campo a certeza de que o Mundial é mais do que uma competição, é um espaço de reencontro e ancestralidade.

Grupo L

Inglaterra e Gana defrontam-se com a liderança em vista e o colonialismo no retrovisor

(Decorrerá em New England, às 22:00, no horário de Angola)

Após ambas selecções vencerem os seus compromissos frente ao Panamá e à Croácia, os ingleses contam com Harry Kane, Declan Rice, Jude Bellingham e Bukayo Saka, enquanto os ganeses têm garantias com Iñaki Williams, Antoine Semenyo, Jordan Ayew e Caleb Yirenkyi.

Os "Três Leões" são favoritos frente às "Estrelas Negras", mas será um encontro interessante na perspectiva do adepto.

Croácia e Panamá com fome de primeiros pontos no Mundial

(Decorrerá em Toronto à meia-noite)

Com a pressão de conquistar os primeiros pontos depois dos desaires diante de Inglaterra e Gana, croatas e panamianos querem reagir.

A Croácia procura impor a qualidade técnica de uma selecção habituada aos grandes palcos, enquanto o Panamá aposta na intensidade e na capacidade de tornar o jogo mais físico e imprevisível.

Os europeus partem em vantagem no papel, resta saber se no relvado a tendência prevalece.