No relvado, a Espanha deu sinais de despertar ao regressar a um futebol pulsante que pareceu traduzir em campo a ideia de um coração a bater com nova intensidade, num eco distante de Gustavo Adolfo Bécquer.
À semelhança de um poema escrito com imagem, contraste, versos, estrofes e autores, a exibição do conjunto europeu também teve assinatura própria.
Aos dez minutos, numa jogada de entendimento colectivo, iniciada desde o meio-campo, o jovem prodígio do Barcelona esticou-se para chegar ao cruzamento rasteiro de Mike Oyarzabal e fez o primeiro da carreira no Mundial.
Sensivelmente dez minutos depois, num canto, seguido de um lance atabalhoado na área saudita em que nenhum defensor sacudiu o perigo, Aymeric Laporte viu a bola ressaltar e sem deixar cair cabeceou para Mike Oyarzabal que em jeito de trivela fez o 2-0.
No lance seguinte, que mais parecia futevólei, a bola percorreu quatro jogadores sem cair no chão e coube ao homem do Real Sociedad fazer o bis.
Aos 35 minutos, o camisola 21 aproveitou um erro do guardião adversário, Mohammed Alowais, e por pouco não fazia o hat-trick de pé esquerdo, mas a bola beijou a trave e saiu.
Na segunda parte, os espanhóis vieram atrás de mais. Aos 48 minutos, Cucurella rematou sem deixar cair, Hassan Al-Tombakti tentou bloquear o disparo e traiu o companheiro na baliza com a bola a embater em si.
Já nos descontos, Ferran Torres fez o quinto, no entanto o sistema de vídeo-arbitro (VAR) foi accionado e foi anulado por posição irregular.












































