Quem tem Michael Olise, Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé fica sempre mais perto da vitória. São como flechas lançadas em direcções diferentes, guiadas pela velocidade e pela imprevisibilidade. Os movimentos, as mudanças de direcção e as desmarcações transformam-se num pesadelo para as defesas adversárias.

Dentro do relvado, a execução destes protagonistas é tão difícil de acompanhar quer pela forma como processam a informação, quer pela maneira como os gestos técnicos surgem com naturalidade. Dos remates fora da área de Michael Olise às arrancadas de Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé, é como se os Três Mosqueteiros do universo de Alexandre Dumas ganhassem corpo e vida.

Aos 19 minutos, o avançado do Real Madrid quase quebrou o gelo, mas o VAR anulou o lance por fora-de-jogo. O aviso apenas adiou o que parecia inevitável. Os icebergues suecos foram derretidos por uma ofensiva de pé quente.

O jogo terminou 3-0, mas podia muito bem ter sido muito mais dilatado ou não fossem os postes e as intervenções de Jacob Widell Zetterström a impedir um resultado mais expressivo.

Aos 31 minutos, Kylian Mbappé atirou ao ferro e aos 34 minutos, Michael Olise num pontapé acrobático esteve tão perto do golo do torneio, o poste salvou novamente os escandinavos e dez minutos depois num remate de fora da área viu o tento negado pelo guarda-redes sueco.

Num canto à maneira curta, os Três Mosqueteiros, Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé desequilbraram a linha defensiva e desbloquearam o marcador.

Na segunda parte, aos 53 minutos, o jogador do Bayern Munique fez um passe de ruptura para Bradley Barcola apontar o 2-0.

O melhor assistente da competição, Olise, serviu Kylian Mbappé para arrumar as malas dos nórdicos.

A marcha francesa continua e o próximo destino é o Paraguai, adversário que surge no caminho dos Mosqueteiros antes dos oitavos-de-final.