Em declarações à Angop para falar dos resultados até agora obtidos, disputadas que estão cinco jornadas, Jorge Nito apontou como um dos factores que tem influenciado negativamente nesta onda de resultados os problemas administrativos, sobretudo os ligados aos atrasos salariais de quatro meses.
No presente Girabola o Benfica do Lubando tem dois pontos, fruto de empates caseiros diante do ASA (1-1) na terceira jornada e Benfica do Luanda (1-1) na quinta, averbando três derrotas.
Segundo o treinador, mesmo com todo esforço este atraso salarial repercute na actuação dos jogadores.
Disse ter recebido da direcção do clube garantia de que, junto da Sonangol e Pesquisa e Produção, sponsor principal, se está a acautelar o problema.
"É uma situação que influencia bastante no rendimento da equipa, que também padece da falta de confiança por parte de alguns jogadores, mas que este segundo aspecto é superável", sustentou.
Para contrapor a situação, Jorge Nito disse que a equipa técnica está a trabalhar principalmente no aspecto psicológico.
"Os atletas estão se encontrar, mas falta um catalisador que possa dar outra dinâmica e ritmo aos jogadores, os salários, porque são todos chefes de família", ressaltou.
Quanto à possibilidade de se reforçar o plantel, Jorge Nito disse que está fora de questão, em primeiro lugar por achar que tem um plantel equilibrado para aquilo que são as ambições do clube, por outro pela situação financeira crítica da agremiação.
Clinicamente, o central Diangane, o médio Vata e o avançado Apataca são as preocupações, mas com possibilidades de recuperarem a tempo de defrontarem o Interclube de Angola, no sábado, em Luanda, para a sexta jornada.
Angop / Novo Jornal
