Este é um momento inédito, uma vez que nunca houve este número de mulheres candidatas ao cargo de secretário-geral da ONU num mesmo processo.
A presença de quatro representantes femininas na disputa sinaliza também uma tentativa de inverter um paradigma que, até aqui, foi marcado pelo domínio masculino na liderança da organização.
"A escolha da secretária-geral vai mostrar se as Nações Unidas reflectem a diversidade dos oito mil milhões de pessoas que serve", declarou a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, ao abordar a importância da participação civil, citada pelo sítio das Nações Unidas.
Na mesma fonte lê-se que, em 2016, houve uma corrida com três mulheres: Helen Clark (Nova Zelândia), Irina Bokova (Bulgária) e Susana Malcorra (Argentina).
A audição da embaixadora da Guiana está agendada para quinta-feira, dia 18, deste mês.
António Guterres cumprirá o actual mandato como secretário-geral das Nações Unidas até 31 de Dezembro de 2026. O seu sucessor deverá assumir funções a partir de 1 de Janeiro de 2027.
Em que moldes acontece a eleição?
Os candidatos devem ser formalmente propostos por um ou mais Estados-Membros, apresentar as suas prioridades para o cargo e participar em diálogos públicos com os Estados-Membros e a sociedade civil.
O processo prevê uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU, onde o candidato precisa de obter pelo menos nove votos e não ser alvo de veto por nenhum dos cinco membros permanentes.
Depois, a escolha segue para a Assembleia Geral, onde é necessária a aprovação da maioria dos 193 Estados-Membros.
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, desempenham um papel decisivo no processo de selecção do secretário-geral.
