"É uma empresa com curriculum fraudulento nos sistemas eleitorais. Por isso, a fraude está consagrada nas próximas eleições", disse domingo, 15, o presidente do partido, Filomeno Viera Lopes, que falava aos jornalistas no final da reunião da comissão política do Bloco Democrático.
Segundo o líder do BD, a empresa espanhola já participou na gestão tecnológica de vários processos eleitorais em Angola, incluindo as eleições de 2008, 2012, 2017 e 2022, não contribuiu para maior eficiência, organização e transparência no processo.
"A repetição da escolha da mesma empresa ao longo de diferentes ciclos eleitorais, levanta dúvidas sobre a diversificação de fornecedores e a transparência na contratação de soluções tecnológicas para um processo considerado crucial para a democracia", disse.
Para o político, os critérios utilizados na selecção das empresas não obedecem às exigências técnicas e administrativas previstas na legislação.
A comissão política do BD definiu as orientações e políticas internas e externas para o ano de 2026, bem como preparar estrategicamente o partido para os desafios políticos de 2027.
O Bloco Democrático não participou oficialmente nas eleições de 2022 (só alguns dos seus membros entraram pela lista da UNITA), e, no próximo pleito eleitoral de 2027, corre o risco de ser extinto se não voltar a constar no boletim de voto.
Refira-se que o Bloco Democrático (BD) surgiu em 2010, na sequência da extinta Frente Para a Democracia (FpD), ditada pela não realização dos mínimos requeridos por Lei 0,5% nas eleições de 2008.
Uma possibilidade, soube o Novo Jornal, para contornar os problemas resultantes da Lei e da fraca expressão eleitoral deste partido é a sua evolução para um movimento social de forma a manter-se na FPU e contribuir na mesma com alguns dos seus dirigentes para as listas do partido do "Galo Negro".

